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1 de dezembro de 2011

Festival premia documentários e videoclipe

O Festival Noites Com Sol, que aconteceu de 28 a 30 de novembro no Teatro Maria Sylvia Nunes, divulgou na última quarta-feira os vencedores da premiação de Audiovisual.

O concurso, que foi dividido entre a votação pela internet e a votação do público que compareceu ao Festival, premiou cinco profissionais nas categorias de “Fotografia”, “Vídeo Ficção”, “Vídeo Documentário”, “Vídeo em Mídias Móveis” e “Melhor Videoclipe”.

O prêmio de melhor Fotografia ficou com o trabalho “Che conecta”, de Karina Paes; o melhor vídeo de ficção foi para “Muragens”, de Andrei Miralha, e o melhor vídeo documentário ficou com “Cólera: Uma aula de punk rock em Belém”, de Lucas Monteiro.

Já quem levou para casa o prêmio de melhor vídeo em mídias móveis foi Ruy Montalvão, com “Fragmentos de uma trip”. Para finalizar, o melhor videoclipe foi “Pescador”, versão do clássico popular de Mestre Lucindo produzindo pela banda de punk Delinquentes e dirigido por Robson Fonseca.

O resultado foi obtido através da votação na internet e do público presente na mostra com peso de 25% para os votos virtuais e 75% dos votos presenciais.

Para Cláudio Figueredo, coordenador do festival, os trabalhos enviados foram de grande qualidade. “Não tivemos o melhor público, mas os trabalhos premiados são de grande qualidade e certamente o prêmio significa um incentivo importante à produção”, comentou.

Lucas Monteiro, que produziu o vídeo pelo ponto de cultura Pro Rock - que tem apoio do Ministério da Cultura e da Secult-PA, através do projeto Mais Cultura - junto com Raoni Joseph, Elielton Nicolau Amador e João Barros, registrou os depoimentos do público e de músicos sobre o show da banda Cólera em Belém.

Além de mostrar a única passagem por Belém dessa banda que tem mais de 30 anos de carreira e é uma das mais importantes do movimento punk brasileiro, o vídeo traz uma das últimas entrevistas do vocalista Redson Pozzi, que morreu em setembro desse ano, vítima de ataque cardíaco.

“Fizemos uma reportagem bem ampla e tínhamos lançado no nosso programa de webtv, o Pará Underground. Quando o Redson morreu decidimos fazer um mini doc em homenagem a ele. A premiação foi uma surpresa pra mim, esse prêmio vai ser um grande incentivo e valoriza o trabalho de quem está produzindo, como a Pro Rock”, disse Lucas.

Já o músico Ruy Montalvão, do coletivo Rádio Cipó, registrou em um celular e uma handcan, cenas da viagem do coletivo com Mestre Lucindo para a França, em 2009. “Eu mesmo editei o vídeo no meu notebook as vésperas do festival e fiquei muito feliz com o resultado. O sistema de votação pela para casa um troféu e mil reais.

O projeto Noites com Sol vai realizar oficinas e outros shows ao longo do ano. Para Dani Franco, curadora da mostra e presidente da ABDeC/PA, o principal dessa premiação é incentivar a produção local, inclusive de outros municípios paraenses.

“Cidades que antes não produziam, como Castanhal e Parauapebas, agora já conseguem entrar num patamar de mercado, com qualidade não apenas técnica, mas artística. Claro que houve filmes que não foram selecionados, de iniciantes e tudo mais. Mas, no geral, a qualidade profissional dos trabalhos foi imperativa. E foi realmente muito difícil decidir entre filmes como o Muragens e Verônica Não Deita, por exemplo”, explicou Dani, que fez parte da comissão interna de desempate da mostra.

O Noites com Sol teve patrocínio da Oi através da Lei Semear e Apoio Cultural do Instituto Oi Futuro, da Fundação Tancredo Neves, do Governo do Pará, Estação das Docas, da Universidade Federal do Pará, Colégio Universo, Instituto de Artes do Pará, Movimento Curupira Antenado, Fox Vídeo, Secretaria de Estado de Comunicação e Rede Cultura de Comunicação, Secretaria de Estado de Cultura, Casarão Cultural Floresta Sonora, revista PZZ, Croatã e selo Na Music.
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20 de outubro de 2011

Rock no Rio Guamá

Os estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) estão organizando mais uma edição do Rock Rio Guamá.

Depois da experiência adquirida ano passado, quando o grupo realizou, às margens do Rio Guamá, diversos shows de 12 bandas paraenses, o Festival volta em sua quarta edição.

Esse ano, a proposta foi ampliada, pois a ideia é fazer com que os diversos segmentos de produção cultural também tenham voz no evento.

Por isso, além dos shows de rock, a quarta edição do Festival conta com uma extensa programação, composta por mesas de debates, oficinas, workshops, sessões cinematográficas, peças teatrais, exposições de fotografia, vídeos e performances.

O evento começou no dia 18 de outubro e segue até 27 de outubro. Já os shows de rock acontecem nos dias 26, quarta-feira, e 27, quinta-feira, no Estacionamento do Vadião.

A banda Bonsalvage abre a programação musical, dia 26, às 18h. Em seguida, tocam Paralelo XXI, Destruidores de Tóquio, Maquine, Mundé Qultural, Bruno B.O. e, a partir da meia noite, Cristal Reggae.

Além das seis bandas, a noite contará com discotecagem, na Capela, a partir das 18h, dos DJs Divas do Reggae (a confirmar), Homero da Cuíca, J-zero 3 e Don Perna.

Já na quinta-feira, 27, os shows serão de Pimentas Inflamáveis, que começa a tocar às 18h. Em seguida, vem Sincera, Nego Bode, Strobo, Brigue Palhaço e A Red Nightmare e, para encerrar, a banda Delinquentes. A discotecagem ficará por conta dos Djs Cumi Pedra (a confirmar), Alex pinheiro, Ana Flor e Eddie Pereira.

O Rock In Rio Guamá tem apoio da UFPA através da Pró-Reitoria de Extensão e Diretoria de Apoio à Cultura. Entre os produtores do evento estão: Movimento Curupira Antenado, Circuito Polifônico e Coletivo Sala Livre. Entre os apoiadores da iniciativa estão: Associação Comunitária Paraense de Rock (Pró-Rock), Funtelpa, Ná Figueredo, Sol Informática, Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, entre outros.

A programação completa do Rock Rio Guamá você confere aqui.

Serviço:

Rock Rio Guamá, até 27 de outubro, no Campus da Universidade Federal do Pará.
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13 de agosto de 2011

Pará Underground - Making of Delinquentes

O Pará Underground foi conferir a produção do video clipe de "Pescador", releitura da banda Delinquentes para o clássico carimbó de Mestre Lucindo. A música foi gravada em pleno Ver-O-Peso pela equipe do programa Invasão da Tv Cultura do Pará. Confira.

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28 de julho de 2011

Banda Delinquentes grava clipe no Ver-o-Peso

A veterana banda de Hardcore Delinquentes, conhecidíssima do público paraense, gravou ontem (27), o clipe da música Pescador, que faz parte do novo álbum da banda, o Indiocídio. O local escolhido para a gravação foi a feira do Ver-o-Peso, especificamente a Pedra do Ver-o-Peso, em um sol quente, típico das 15 horas.

Pescador é o 4º clipe oficial do Delinquentes, que escolheu esta música de Mestre Lucindo para fazer uma versão singular, homenageando o cantor marapaniense à altura. A gravação do clipe durou, aproximadamente, duas horas.

O Delinquentes completou, em 2011, 26 anos de existência e já gravou os videoclipes das músicas Vagamundo, Suíno Homo Sapiens e Matança de Animais. Já o clipe Pescador foi produzido por Raul Bentes e dirigido por Robson Fonseca, que também fez edição do clipe Vagamundo.

“Escolhemos o Ver-o-Peso por ser um local emblemático e, também, por se tratar de uma música do Mestre Lucindo. É uma homenagem para a cidade e para o Delinquentes, que está na estrada há um tempão e merece respeito”, declara o diretor.

O videoclipe foi feito a convite de Robson Fonseca, que é diretor do Programa Invasão, da TV Cultura e será exibido, ainda sem data definida, pelo programa. Além da gravação com a banda foram feitos pequenos takes mostrando o trabalho diário dos pescadores. O Programa Invasão planeja gravar também um clipe com a banda Suzana Flag.

Foto: Ana Flor

Por @Beatriz_Brito_

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29 de junho de 2011

Delinquentes e No Found no Ensaio Aberto

A banda Delinquentes está na estrada há tantos anos que perdeu as contas de quantas vezes já tocou dentro e fora do estado. Quem acompanhou a ebulição de vários grupos de rock que surgiram em Belém no final dos anos 80 e início dos 90, com toda certeza já ouviu e, provavelmente, já bateu cabeça e fez roda de punk em algum show dos Delinquentes.

Aliando hardcore com thrash metal, industrial, Punk Rock e alternativo, o Delinquentes faz há 25 anos um som peculiar e contagiante, sempre com letras atuais que fogem do lugar comum.

Os anos de estrada fizeram com que a banda angariasse um público roqueiro de todas as idades, desde os que assistiam ao grupo na década de 80 até aqueles que ainda nem tinham nascido quando os músicos se reuniam na Praça da República para promover shows cheios de fúria e agressividade ao público headbanger.

A atual formação conta com Jayme “Katarro” no vocal, Pedrinho na guitarra, Pablo no baixo e Raphael na bateria. São eles que se apresentam neste sábado (2), no Ensaio Aberto. O evento, que começa às 17h, contará também com o show da banda No Found. Desde às 15h, haverá apresentações de videoclipes. O Ensaio Aberto é uma parceria com a Pro Rock.

O primeiro CD oficial dos Delinquentes foi lançado em 2000 pelo selo Ná Music. Com o título Pequenos Delitos, o álbum teve uma ótima repercussão tanto pelos amantes do estilo quanto pela crítica especializada. Sendo considerada pela revista Rock Bridage (SP) como um dos melhores lançamentos de hardcore do ano.

Em turnês pelo nordeste, São Paulo e Rio de Janeiro os Delinquentes já dividiram o palco com bandas como Cólera, Ação Direta e Devotos (PE). Aqui em Belém, foram os escolhidos para abrir o show dos Ratos de Porão, Raimundos, Replicantes, Shelter (E.U.A.), Daniel Beleza, Inocentes, Garotos Podres, D.F.C. (DF), Macakongs (DF), Rock Rocket, Superguids, entre outros. Soma-se ao currículo a participação em vários festivais na cidade, como em todas as edições do Festival Se Rasgum, duas do Fest Rock e os antigos Rock 24 Horas e Variasons.

Atualmente, os Delinqüentes estão divulgando o seu segundo CD, o Indiocído, lançado em 2009, e que contém 17 músicas do mais puro hardcore crossover. “No ensaio aberto desse sábado vamos tocar as músicas do Indiocídio e, também, três mais músicas recentes. Uma delas se chama na Zona da Amazônia e é inédita”, revela o vocalista Jayme Katarro, único membro que está nos Delinquentes desde o início.

Mas os planos não param por aí, em outubro os músicos gravarão um DVD com o repertório que fará um apanhado de todos esses anos de carreira. O lugar escolhido para a gravação não poderia ser outro, se não a Praça da República, local que até hoje é o ponto de encontro de vários roqueiros da cidade. “Esse será o primeiro DVD individual da banda e conta com a parceria da Conexão Vivo. Escolhemos gravar na Praça da República por que ela é simbólica para o cenário do rock local e nós queremos resgatar essa tradição de fazer shows de rock na praça, nós mesmos já tocamos várias vezes por lá”, diz Jayme, que acrescenta que em outubro o Delinquentes também tocará em Goiânia e Brasília.

No Found

Uma banda veterana e outra saindo do berço. Assim será o Ensaio Aberto desse sábado. Antes dos Delinquentes quem se apresentará será a No Found.

A banda, formada em 2007, alia um hardcore melódico a letras cantadas em português, que versam sobre diversos temas: como o amor, a crítica social, entre outras.

Mesmo com pouco tempo de estrada a banda já lançou, em 2009, uma demo intitulada “No início de Outono”, que rendeu a Thieres Bentes (Vocal), Roger Rabelo (Guitarra), Wallace (Baixo e voz), Rafael (Guitarra) e Nestor jr. (Bateria) vários shows, principalmente no interior do estado.

Sábado será a primeira vez que o No Found se apresentará em Belém com a formação atual e, claro, a ansiedade é grande. “Estamos ensaiando bastante e a expectativa para esse show é muito boa, ainda mais por que vamos tocar no mesmo dia que o Delinquentes”, diz Thieres, em entrevista ao blog da Pro Rock e ainda revela que a banda está negociando para tocar esse ano em um evento de fora do estado.

Serviço:

Ensaio aberto com as bandas Delinquentes e No Found, neste sábado (2), ás 17h, na Loja Ná Figueredo: Av. Gentil Bittencourt, 449. Entrada Franca. Exibição de vídeos às 15h.


Por @ViviCarvalho

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31 de março de 2011

Cólera em Belém: A confraria do Punk Rock

Depois do RDP, Inocentes, Garotos Podres e Replicantes, faltava apenas uma banda clássica dos anos 80 a pisar em solos paraoaras: Cólera, uma das primeiras bandas punks do Brasil (Olho Seco não conta, pois já acabou).

Lembro quando comprei, em 1985, pelo correio, o Sub, segunda coletânea em vinil de punk do Brasil (a primeira foi o Grito Suburbano e ambos continham o Cólera). Fui o primeiro a ter esse disco na cidade e ele foi meu cartão de entrada no pequeno movimento punk que insurgia por esses lados.

Lembro também que décadas depois, várias pessoas tentaram trazer o trio liderado pelo vocalista/guitarrista Redson: Azul (do blog Música Paraense.Org); Del (do festival Rock Contra a Fome) e eu mesmo, que insisti por dois anos com o Marcelo Damaso para ele trazer a banda para o Festival Se Rasgum.

Foi preciso o jovem e articulado Kaká (do selo Xaninho Discos Falidos e integrante das bandas Derci Gonçalves, Primos de La Beata e Escárnio), que nos anos 1980 deveria ser um bebê, para concretizar o mesmo. Isso com a ajuda de poucos amigos, colaboradores e apoiadores, num sistema totalmente Do IT Yourself.

A espera foi longa. Para mim e para amigos que não víamos há anos em shows, que se mesclaram com velhos e novos fãs, resultando num crossover de seres diversos que se aglutinaram no Açaí Biruta no dia 19 de março.

Com o salão não tão cheio (maldita chuva), Nó Cego começa as ainda tímidas rodadas de pogo com seu punk rock ramonizado. Contando agora com André Formigosa na bateria, a banda mostrou que um bom punk rock é como um bom vinho: Quanto mais velho e quente, melhor. O veterano baixista Cláudio Darwich agita como um adolescente (mostrando o vigor que manteve de sua antiga banda Insolência Públika, aliás, a primeira punk da cidade), enquanto seu irmão, Sérgio Darwich (o Seu Madruga do punk-rock paraense), destila suas letras ácidas e irônicas, marca registrada deles. Impossível não notar do mezanino/camarim, de onde eu estava nessa hora, Sérgio Barilow, primeiro baterista do Nó Cego, e que organizou shows memoráveis na cidade nos anos 1980 como Rock 1 (no saudoso teatro Waldemar Henrique) e Clube do Rock (no extinto Lapinha), curtindo sua ex-banda.

Delinquentes é a seguinte. O som estava porrada e alto e pela primeira vez ali naquele local ouvíamos bem o retorno. Segundo alguns amigos, os timbres da guitarra e baixo estavam pesadíssimos, o que combinou bem com nosso estilo crossover, embora tivéssemos preparados um repertório mais hardcore. Notei que o Pedrinho (GT) estava mais empolgado que o de costume, deixando-o mais solto para soltar seus riff’s afiados à vontade, enquanto Raphael (BT) e Pablo (BX) seguravam a base com a firmeza que lhes é peculiar. Alguns amigos e fãs não iam a nossos shows há anos e eles demonstraram saudades, cantando as músicas conosco e com nosso público habitual.

Com a eficiente produção de palco do Azul, tudo era bem rápido e chega a vez do Licor de Xorume. Com uma grande responsabilidade nas costas, de abrir para o Cólera, a banda não decepcionou, logo botando a galera mais hardcore para pogar com seu som direto e agressivo. Levaram covers clássicos como Inocentes, Olho Seco e Psychic Possessor. Impossível ficar parado. Mostraram também sua cara própria com músicas com fortes refrãos como “Filhos de Eldorado”. O baterista Daniel tem uma pegada segura e notei que o Fabrício está com um vocal bem mais raivoso que antes, dando um puta gás extra à banda. Com dez anos de estrada, o Licor de Xorume mostrou ter uma grande empatia com seu público.

Mas tudo isso era apenas um aperitivo para o prato principal do dia, de um banquete de punk rock saudosista que apenas começara. Com os primeiros acordes do Cólera (saudando a nossa região com a intro tribal de “Qual a Violência?”), a galera botou a poeira pra subir, provando que nem só de reggae vive o Açaí Biruta, com verdadeiros clássicos sendo entoados pelo trio. Val (com sua marcação cerrada no baixo), Pierre (que fez escola com sua forte e tradicional batida punk) e Redson (que não para no palco um minuto) fizeram o público pular e cantar suas letras de cunho político-ideológico-social que marcaram uma época. A cada música, o público delirava. E foi assim com “Funcionários”, “Palpebrite”, “Medo”, “Pela Paz”, “Deixe a Terra em Paz” entre outras de todas as fases da banda, que foram ecoando pelo rio Guajará afora...

A emoção era nítida também no gargarejo, onde eu também estava, espremido. De lá pude ver o Azul, Kaká, Sandro-K (Abunai), Jusa Sombra (roadie do Delinquentes que acabou sendo chamado para ajudar a headliner), assim como o fotógrafo do jornal Diário Marcelo Lélis e o próprio roadie do Cólera, Wendell (da banda paulista Sociedade Sem Hino), todos cantando as músicas enquanto trabalhavam no palco. Até os membros da Pró Rock, enquanto produziam seu programa Pará Underground, pareciam estar contagiados.

O show do Cólera é uma aula, pois mostram que com simples acordes bem executados e com uma harmonia ímpar inserida no hardcore, conseguem cativar a muitos. Vale ressaltar a presença de fãs de outros lugares, como Breves, Castanhal e até São Luís e Macapá.
Já eram umas duas da matina quando a banda desceu do palco, e depois de uma rápida ida ao camarim, saíram e bateram longos papos com os sobreviventes, provando que a humildade não se desgastou com o tempo.

Com a alma lavada e um olho roxo (de uma cabeçada que peguei), constatei a nítida satisfação nos rostos das pessoas, incluindo até os apoiadores, como o pessoal do curso Exemplo (que sempre foram fãs do Cólera), Dudú (Davu-K) e o Garapa, que nessa hora já havia largado a banquinha do Veg Casa para curtir.

Como bem disse no microfone na hora de nossa apresentação, mais que um simples show, tratava-se de uma verdadeira confraria. Em que cada um ali presente deu a sua contribuição para que fosse bem sucedido. Desde o público, amigos que ajudaram (alguns até com dinheiro), bandas de abertura, apoiadores, Kaká (pela iniciativa e coragem) e principalmente, pela lenda viva do punk nacional, Cólera, que nos brindou com seus hinos pacifistas, numa festa que não víamos há anos na cena punk rock local. Um brinde a todos nós.


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Pará Underground 002


Está no ar a segunda edição do Pará Underground. O programa experimental da TV Pro Rock. Neste programa você verá reportagem com o luthier Maikon Santa Rosa e a cobertura exclusiva do show do Cólera em Belém, realizado no dia 19 de março. Depois que voce ver o programa todo, clique no botão anunciado por João Barros para ver a gente entregando a camiseta da banda Norman Bates para a vencedora da promoção: Ericka Moura.

Direção: Nicolau Amador. Apresentação: João Barros. Reportagem e produção: Nicolau Amador, João Barros e Lucas Monteiro. Edição de video: Lucas Monteiro.
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18 de março de 2011

Katarro cozinha "Caldo de Crânio"



O blog da Pro Rock inaugura na próxima segunda-feira, 21, a coluna "Caldo de Crânio", escrita pelo vocalista da banda Delinquentes, Jayme Katarro. Com mais de 25 anos de carreira, Katarro é também proprietário do Fabrika Studio, o local de ensaio mais popular de Belém, onde ele tem a oportunidade de conhecer muitas bandas novas e acompanhar o trabalho de bandas mais antigas da cena paraense.

Produtor do festival Fabrikaos, Katarro é um dos marcos pioneiros do punk rock paraense e viaja pelo Brasil interagindo com bandas e produtores de outros estados. Nessas andanças, ele vive histórias que passa a contar aqui no nosso blog. Bandas novas, cobertura de festivais, lançamentos...enfim, o que estiver rolando sob a ótica experiente deste ator cultural de grande importância para o Pará vai ser retratado na coluna.

"Resolvi fazer a coluna por necessidade de me expressar, de dizer coisas que ficam entaladas na garganta. Também interajo com muitas bandas de fora, recebo demos que de outra forma nunca seriam resenhadas aqui em Belém", explica o Katarro, que também já passou pela primeira formação da Norman Bates.

Na primeira coluna, Jayme vai falar sobre a viagem dos Delinquentes para o Amapá, onde fizeram shwos nos Grito Rock de Santana e Macapá. Além da falar do receptivo que teve pelo Coletivo Palafita, Jayme dá sua opinião sobre as bandas que tocaram antes de seu show. "Como devem saber, o Amapá é o único estado do Brasil cortado pela linha do Equador e, segundo nosso carona de plantão, Adriano, baixista do Amaurose, um ovo fica em pé na pista exatamente em cima da tal linha", escreve Jayme.

Comunicação - O trabalho também faz parte do projeto do ponto de cultura Bafafá Pro Rock que visa o aprimoramento da cadeia produtiva da música independente através da visibilidade e da comunicação das nossas ações. Nesse processo, Jayme aperfeiçoa a sua escrita e mostra a oportunidade de outros músicas também passarem a emitir sua opiniões e se manifestarem. Em breve a Pro Rock vai promover seminários e oficinas de jornalismo cultural e de edição de video para dar a oportunidade de seus associados otimizarem a sua comunicação.

Por @Nicobates

Foto de Ana Flor no show Bodas de Ouro, que comemorou os 50 anos de Delinquentes, Norman Bates e Rennegados.
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13 de março de 2011

Aumenta expectativa para show do Cólera

O burburinho sobre o show de uma das maiores lendas do punk nacional está pelas ruas


Menos de uma semana separa o público de Belém de um dos maiores grupos punk do Brasil. Depois de 30 anos de expectativa, finalmente a pioneira banda paulista Cólera já tem data certa para desembarcar por aqui e fazer um show digno de uma lenda do rock. No próximo dia 19 de março, a Xaninho Discos com apoio da Pro Rock recebe o trio em grande estilo no Açaí Biruta, com uma trinca de bandas anfitriãs que vão abrir a noite: Delinqüentes, Licor de Xorume e Nó Cego. E já dá para garantir lugar nessa rockada. Os ingressos antecipados do show estão à venda nas lojas Ná Figueredo ao preço de R$ 20.

Com 14 discos, entre álbuns e coletâneas, Cólera é uma banda fundamental na história do rock feita em três rápidos acordes que tomou conta da cena musical nos anos 1980. Resistindo bravamente ao tempo, o grupo está na estrada desde 1979 e vem a Belém com sua formação original: os irmãos Redson (voz e guitarra), Pierre (bateria) e Val (baixo). Foram eles os protagonistas de um marco do punk nacional: em 1982, gravaram o primeiro disco do gênero, Grito Suburbano.

Os caras trazem ainda na bagagem tantos outros feitos a que se orgulhar. "Pela Paz em Todo Mundo" (1986), segundo álbum da discografia oficial de estúdio, é consagrado como um dos melhores do gênero no Brasil até hoje. Com mais de 30 mil cópias vendidas em terras nacionais, EUA e Europa, o álbum rendeu duas turnês pelo Brasil e uma turnê européia.

Não à toa, a notícia do primeiro show da lendária banda em terras paraenses já causa frisson. O vocalista do Delinqüentes e proprietário do Fabrika Estúdio, Jayme Katarro, já tocou com o grupo em um festival em São Paulo. Segundo ele, das quatro noites, o melhor show foi do Cólera. “A galera pode esperar muita energia. O show é surpreendente”, diz.

Já o guitarrista, vocalista e compositor punk Giovani Villacorta, da Norman Bates, nunca assistiu ao vivo a um show, apenas em vídeo, mas é declarado fã da banda. “Os caras são uma lenda. Sempre quisemos ver um show deles em Belém, mas não dava certo. Agora deu, com certeza vou para o show e vou curtir muito”.

Se o público já está ouriçado, a vontade de fazer uma grande noite de rock também toma conta da banda. “Foi difícil concretizar a ida até Belém, mas agora que a data está confirmada, há um ânimo em relação a um formato de cena bem singular que em breve encontraremos. Já temos até a intro do show bolada pra Belém, mas é surpresa!”, diz vocalista Redson.

Por e-mail ele antecipa os os próximos projetos da banda, mantendo o fôlego após três décadas de palcos. “Nosso foco, desde janeiro de 2009, tem sido as comemorações de 30 anos. Fizemos shows de álbuns na íntegra aqui em Sampa e ainda faltam seis álbuns para completar o projeto. Estamos preparando o DVD de 30 anos e o próximo álbum de inéditas”, confirma.


Pioneirismo em turnês pela Europa


Cólera foi a primeira do gênero no rock nacional a fazer uma turnê fora do país em 1987. O que a princípio eram 18 shows marcados em três meses se transformou em 56 shows em 10 países em cinco meses. Em 2004 e em 2008 fizeram mais de 50 shows na Europa e até hoje são muito conhecidos em países como Alemanha, Holanda e Portugal.

"Esta quebra de barreira permitiu a outras bandas brasileiras tocarem na Europa, como Ratos de Porão, Sepultura, Ação Direta, Replicantes, Dead Fish, e muitas outras bandas, que seguem o mapa do circuito underground europeu”, explica Redson.

A Pro Rock deve promover um encontro entre membros de bandas e interessados em saber mais sobre o mercado e circuito europeus do rock independente. Os detalhes sobre a palestra “Faça Você Mesmo”, de Redson, ainda estão sendo acertados e serão divulgados em breve, provavelmente com apoio do selo Na Music.

A Xaninho Discos é a produtora responsável pelo show, que vem para provar que o punk está cada vez mais vivo em Belém. O patrocínio é do Curso Exemplo e da loja For Fun Street Shop. Com apoio da Pro Rock, Música Paraense e Fabrika Studio, 1.6.3 Tattoo, Esmael Tattoo Art, Damexe Alargadores, Veg Casa e Programa Entrevista Amazônia.



Serviço:
Show das bandas Cólera, Deliqüentes, Licor de Xorume e Nó Cego no Açaí Biruta. Dia 19 de março a partir das 19h.
Informações: (91) 8214 2890 / 8214 2890 / 9139 4479
E-mail: xaninhodiscosfalidos@gmail.com
Twitter: @xaninhodiscos


Por Gil Sóter
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6 de março de 2011

Pará Underground 001


Programa de estreia da TV Pro Rock.
Assista também aqui:
http://www.youtube.com/tvprorock
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28 de fevereiro de 2011

Formigueiro Febril


Assista a primeira exibição ao vivo de Formigueiro Febril, música inédita dos Delinquentes. Video por @Nicobates (www.twitter.com/nicobates).
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19 de fevereiro de 2011

Delinquentes com o pé na estrada











A banda se prepara para fazer cinco shows em quatro finais de semana. Foto: Mário Guerreiro




Por Djanara Introvini*


Banda paraense veterana no hardcore, com 25 anos de estrada, Delinqüentes, se prepara para começar sua agenda de shows de 2011. Serão cinco apresentações em quatro finais de semanas. Vão começar em Belém, passar por Primavera no interior do Pará, Macapá e Santana, no Amapá, e voltam para Belém para a abertura do Cólera, dia 19 de março.

O primeiro show esta marcado para o dia 26 de fevereiro. Delinqüentes e a banda Necroskinner aquecem a galera para assistir o ícone do metal nacional fazendo seu primeiro show em Belém, a banda Taurus. A apresentação será no Açaí Biruta a partir das 20h. Ingressos antecipados na Metal Hard, em frente aos Correios da Pres. Vargas, e na Distro Rock, na rua dos 48, próximo ao Shopping Pátio Belém.

As três apresentações seguintes fazem parte do Grito Rock, o maior festival integrado das Américas. Um festival realizado em rede, executado simultaneamente em 10 países durante o carnaval brasileiro. A banda já participou de outras edições. “Já tocamos no Grito Rock de Itaguatinga em Brasília, mas esses vão ser diferentes. É no Norte, estamos mais próximos de casa”, lembra o vocalista e band leader Jayme Katarro.

Um dos shows mais esperados é o do festival do Grito Rock na cidade de Primavera no Pará, no dia 4 de março, no Ginásio Municipal. “Estamos ansiosos para tocar lá pela primeira vez. E o nosso baterista, Raphael, esta pilhado, porque sua família é de lá”, diz Jayme. O público também poderá conferir as bandas: Fuga de Emergência, Redima,Turbo e The Baudelaires.

Grito Rock Santana acontece na cidade de Santana no Amapá, no dia 11 de março no Red Bar. As bandas que também vão fazer parte são: Out of Days, Descalços!, Novaordem e Velho Johnn.

Grito Rock Macapá acontece na cidade de Macapá também no Amapá, nos dias 12 e 13 de Março no Sesc Araxá. Também com a apresentação das bandas: Oye, RadioVoxx, Leptospirose, Out of Days, La Orchestra Invisível, Descalços!, Saulo Duarte e a Unidade, Stereovitrola, Los Pirata, Gás 11, Banda Profetika, Novaordem, Amatribo, Velho Johnny e Beatle George.

Para finalizar, Delinqüentes participa junto com as bandas Licor de Xorume e Nó Cego da abertura do show da banda paulista pioneira do movimento punk rock no Brasil, o Cólera. A banda de São Paulo fará sua primeira apresentação em Belém no dia 19 de março no Açaí Biruta. Os ingressos já estão a venda antecipadamente nas lojas For Fun Skate Shop e Distro Rock Store ao preço de R$ 20.

Jayme explica que cada show é especial, diferenciado e deixa seu convite: “O que podemos dizer pra galera, é que por termos um vasto repertório, a banda faz um show diferente em cada apresentação. O de abertura do Cólera não será igual do Taurus. Um será mais Punk hardcore e o outro mais metal. Quem puder, pode assistir todas nossas apresentações, pois garanto que não vão se arrepender.”



Delinquentes em ação no show Bodas de Ouro. Foto: Ana Flor

Histórico - Banda de hardcore paraense com 25 anos de estrada na ativa. É composta por Jayme Katarro no vocal desde a formação original de 1985. Pedrinho na guitarra, Pablo no baixo e Raphael na bateria.

A banda já viajou por quase todo o Nordeste e participou por duas vezes do festival Forcaos de Fortaleza – CE. Também fez show em São Paulo e Rio de Janeiro. Na década de 1980 participou de vários festivais de Belém. Entre eles, o Rock 24 Horas e Variasons, e nessa década no Festival Se Rasgum e no Fest Rock.

Em 2000 lançou o 1º CD oficial “Pequenos Delitos” pelo selo Ná Music, que recebeu nota nove na revista Rock Brigade – SP, que o classificou como um dos melhores álbuns de Hardcore do ano. Em 2009 lançou o 2º CD, “Indiocídio”, por Ná Music e TacaKaos Records. Produziram dois clips: “Vagamundo” e “Suíno Homo Sapiens”.

Este ano ainda, a banda deve lançar o show Bodas de Ouro, ao lado de Norman Bates e Rennegados, pela Pro Rock, como um DVD editado pelo diretor do programa Invasão da TV Cultura, Robson Fonseca. Em setembro, grava o seu primeiro DVD solo com direção de Priscila Brasil e patrocínio da Conexão Vivo.



Twitter: @delinquenteshcMy Space: www.myspace.com/delinquenteshc

*Djanara Introvini é jornalista e colaboradora da Pro Rock. Recém formada pela Unama, escreveu seu TCC sobre a História do Rock Paraense.
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16 de novembro de 2010

Trilogia Punk Paraense



Na proxima quinta-feira, 18, às 21h, a Associação Pro Rock exibe uma avant premier do programa Invasão (TV Cultura do Pará) que vai ao ar em dezembro. Trata-se na verdade de 30 minutos que fazem parte do DVD Bodas de Ouro, Trilogia Punk Paraense, a ser lançado no ano que vem. O DVD/programa traz performances das bandas Delinquentes, Norman Bates e Rennegados no show que comemorou os aniversários das três bandas, no Memorial dos Povos. em Belém no dia 26 de setembro deste ano. O especial também traz depoimentos das bandas e do produtor e radialista Beto Fares, responsável pelo programa Balanço do Rock há 20 anos. Um registro histórico do melhor rock paraense. A exibição do programa será durante a festa homonima no Café com Arte, às 21h. Não convidados pagam R$ 10 sem o nome na lista de descontos. Para ter seu nome e pagar a metade mande seu nome para a lista amiga para o email associaprorock@gmail.com. Maiores informações: (91) 9614 1005 / 8116 2607.
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