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20 de outubro de 2011

Rock no Rio Guamá

Os estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) estão organizando mais uma edição do Rock Rio Guamá.

Depois da experiência adquirida ano passado, quando o grupo realizou, às margens do Rio Guamá, diversos shows de 12 bandas paraenses, o Festival volta em sua quarta edição.

Esse ano, a proposta foi ampliada, pois a ideia é fazer com que os diversos segmentos de produção cultural também tenham voz no evento.

Por isso, além dos shows de rock, a quarta edição do Festival conta com uma extensa programação, composta por mesas de debates, oficinas, workshops, sessões cinematográficas, peças teatrais, exposições de fotografia, vídeos e performances.

O evento começou no dia 18 de outubro e segue até 27 de outubro. Já os shows de rock acontecem nos dias 26, quarta-feira, e 27, quinta-feira, no Estacionamento do Vadião.

A banda Bonsalvage abre a programação musical, dia 26, às 18h. Em seguida, tocam Paralelo XXI, Destruidores de Tóquio, Maquine, Mundé Qultural, Bruno B.O. e, a partir da meia noite, Cristal Reggae.

Além das seis bandas, a noite contará com discotecagem, na Capela, a partir das 18h, dos DJs Divas do Reggae (a confirmar), Homero da Cuíca, J-zero 3 e Don Perna.

Já na quinta-feira, 27, os shows serão de Pimentas Inflamáveis, que começa a tocar às 18h. Em seguida, vem Sincera, Nego Bode, Strobo, Brigue Palhaço e A Red Nightmare e, para encerrar, a banda Delinquentes. A discotecagem ficará por conta dos Djs Cumi Pedra (a confirmar), Alex pinheiro, Ana Flor e Eddie Pereira.

O Rock In Rio Guamá tem apoio da UFPA através da Pró-Reitoria de Extensão e Diretoria de Apoio à Cultura. Entre os produtores do evento estão: Movimento Curupira Antenado, Circuito Polifônico e Coletivo Sala Livre. Entre os apoiadores da iniciativa estão: Associação Comunitária Paraense de Rock (Pró-Rock), Funtelpa, Ná Figueredo, Sol Informática, Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, entre outros.

A programação completa do Rock Rio Guamá você confere aqui.

Serviço:

Rock Rio Guamá, até 27 de outubro, no Campus da Universidade Federal do Pará.
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27 de maio de 2011

Wacken Metal Battle consagra Warpath

Numa noite de chuva, o Studio Pub foi o palco da estréia da seletiva do Wacken Metal Battle Belém. A seletiva de bandas contou com os jurados Fábio Sanjad, Fábio Luthier, Jayme Katarro, Beto Fares e Airton Diniz e um público, que também pôde votar para escolher a banda que vai representar o Pará na grande final, no festival Roça’n’Roll, em Varginha (MG).

Bangers de variados gêneros foram conferir suas bandas favoritas na seletiva da noite de domingo. O atraso comum incomodou muitos apenas por circunstância da chuva, mas nada que os impedisse de fazer parte do evento, que foi memorável para a cidade.

Na entrevista da véspera do evento, Airton Diniz, editor da revista Roadie Crew e um dos jurados da noite, disse que é prioridade da seletiva certa variedade de gêneros. Variedade que foi muito bem representados por Necroskinner, All Still Burns, A Red Nightmare, Hellride e Warpath. Elas convocaram os amigos-fãs e fizeram o local da seletiva estremecer muito mais do que qualquer batalha de bandas que o local já promoveu.

Quinhentas bandas inscritas para o Wacken Metal Battle Brasil 2011. Cem selecionadas pela revista Roadie crew. E o Pará começa com o pé direito, mostrando o melhor do Thrash Metal: a banda WARPATH foi a vencedora da seletiva do estado.

“A seletiva não tem uma conotação de competição, simplesmente. Ela é muito mais um evento pra fazer com que a cena tenha um espaço”, disse Airton Diniz. E com esse mesmo espírito se encontrava a banda thrash; e mostrou isso em entrevista prévia no blog da Pro Rock.

A apresentação da banda contou com incríveis moshs dos bangers que sempre acompanham os integrantes e a presença de palco de Aldyr “Rato”, baterista da banda Disgrace and Terror, dando um “ar de desgraça” ainda maior à banda. A selecionada ainda contou com a preferência do público, com 48 votos.

A seletiva iniciou com a Necroskinner, que já intimidou os jurados com o bom peso de suas engajadas letras (e fez com que causasse certo alvoroço na entrada do Studio Pub, pois muita gente ainda estava aguardando na fila); All Still Burns, que representou o bom metalcore paraense e fez com que Leon e João Barros não economizassem garganta; A Red Nightmare, banda iniciante que contou com fortes influências e boa performance de seu vocalista, Zé Lucas; e a banda Hellride que, em sua quarta apresentação, se superou e iniciou a concentração de moshs do local.

Agora resta aguardar o resultado da seletiva nacional, que será na cidade de Varginha (MG). As seletivas regionais convêm para torcer para que as favoritas dos outros estados também sejam selecionadas e o Roça´n´Roll de Minas, que é o evento da decisiva nacional, seja o mais justo possível. E, muito mais do que torcer, ter a possibilidade de o nosso estado, que é estreante, ser o grande estimado verde-amarelo que irá embarcar para a Alemanha.



Por Beatriz Brito (@Beatriz_Brito_)
Fotos: Lucas Pinto
Legendas: (1) Warpath, (2)Hellride, (3) A Red Nightmare
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14 de maio de 2011

All Still Burns ganha camiseta do Ensaio Aberto

A All Still Burns se apresenta hoje no Ensaio Aberto da loja Ná Figueredo. Durante a sessão estarão a venda as camisetas da banda feitas pela grife Rock Roque. O grupo de heavy metal ganhou a estampa numa promoção pelo Twitter da loja (@Na_Figueredo). Quem for ao Ensaio Aberto, que começa às 17h, vai poder comprar as camisetas e ajudar a banda também. Além disso poderá ver a apresentação de abertura da banda A Red Nightmare.
All Still Burns e A Red Nightmare também estão na seletiva Wacken Metal Battle, que acontece no dia 22 de maio no Studio Pub em Belém, como uma ação conjunta da Red Productions, Pro Rock e Música Paraense. Elas concorrem com mais três bandas (Warpath, Necroskinner e Hellride) a uma vaga para a final das seletivas brasileiras que vai definir, por sua vez, uma vaga ao festival europeu.
Os ingressos para essa grande festa do heavy metal paraense, que vai contar com a presença do editor da Roadie Crew, Airton Diniz, também estão à venda na loja Ná Figueredo.
O Ensaio Aberto é uma realização da loja Ná Figueredo e selo Ná Music, com apoio da Associação Pro Rock.

SERVIÇO:

O que: Ensaio Aberto
Quando: Hoje às 17h
Onde: Espaço Cultural Ná Figueredo - Av. Gentil Bittencourt 449, entre Dr. Moraes e Benjamin Costant.
Quanto: Entrada Franca
Camiseta: R$ 30


O que: Wacken Metal Battle - Show com A Red Nightmare, Hellride, Necroskinner, Warpath e All Stil Burns.
Quando: 22 de maio às 19h
Onde: Studio Pub Belém
Quanto: R$ 10 antecipado na Ná Figueredo e Distro Rock

Informações: 3222 6413
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10 de maio de 2011

All Still Burns e Red Nightmare no Ensaio Aberto

O Ensaio Aberto da loja Ná Figueredo (@na_figueredo) traz no próximo sábado os shows de All Still Burns e A Red Nigthmare, duas das bandas que também compõem o Wacken Metal Battle, seletiva do festival alemão W.O.A que acontece em Belém no dia 22 de maio no Studio Pub e vai definir uma das finalistas brasileiras do festival.

Além do “esquenta” da seletiva, o Ensaio Aberto do próximo sábado também marca a estréia da promoção da grife “Rock Roque”. Essa grife traz artes de bandas de rock feitas exclusivamente pela equipe de estilistas e designers da Ná Figueredo. Através de uma promoção pelo twitter da loja, a banda ganhou uma estampa exclusiva que será comercializada na loja e nos shows da banda.

“Vimos na promoção uma oportunidade pouco explorada pelas demais bandas na rede. Consistia em dar RT no tweet da Na Figueredo com o nome da banda. Mobilizamos nosso público no Orkut, Facebook e no próprio Twitter e ganhamos a promoção”, explica o guitarrista João Barros, que também é apresentador do programa de webtv Pará Underground, da Pro Rock.

Formada no início de 2006 a All Still Burns é umas das revelações do novo metal paraense. Usando afinações e levadas pesadas que variam do metalcore ao death metal, a banda contraria as tendências do gênero e canta em português mesclando os chamados “vocais guturais” com alguns refrões melódicos que lembram bandas como Haste The Day e All That Remains. Mas na maior parte do som, o trash metal prevalece.

Mesmo sem uma demo profissional, a banda foi classificada para o Wacken Metal Battle, pela direção da revista Roadie Crew, depois da desistência da Anubis, uma das favoritas da seletiva original (leia aqui). “Usamos apenas sons gravados em shows e duas musicas gravadas ao vivo no estúdio, somente com os vocais separados”, explica João Barros, que também abriu no final de semana o show da banda inglesa Man Of Kin.

Outras influências são Killswitch Engage, As I Lay Dying, Job For a Cowboy, Unearth, Chimaira, Lamb of God, The Black Dahlia Murder, Shadows Fall, In flames, August e Burns Red. Atualmente a banda vem compondo musicas novas e logo espera gravar o seu primeiro álbum cheio. “O que eu posso dizer sobre a banda no momento é que estamos numa fase de estruturação, esboçando algo mais sério e profissional. Amadurecendo o nosso som”, conclui o guitarrista. Compõem ainda o grupo Leonan (vocal), Ricardo (guitarra), Fábio (contrabaixo) e Ramon (bateria).

A Red Nightmare também é uma das importantes revelações desse nosso metal paraense, e é caçula. Surgiu em meados de 2010 quando Zé Lukas (vocais), Patrick Camara (guitarra), Igor Sampaio (guitarra), Denys Ferreira (contrabaixo) e Luciano Camara (bateria) se juntaram. Assim como a All Still Burns, a banda tem uma visão politizada, mas canta em inglês. Segundo seu release, a banda, que já foi entrevistada para o blog da Pro Rock, surgiu para mostrar “a indiferença da sociedade ante escândalos políticos, destruição ambiental e guerras”.

A sonoridade da A Red Nightmare mescla influências de hardcore nova iorquino, thrash metal, melodic death metal, death metal, deathcore e metalcore “além de qualquer sonoridade ou estilo que flua durante a composição."

A produção executiva do Ensaio Aberto é do produtor Elielton Amador, também conhecido como Nicolau,  um dos membros da Pro Rock.


Serviço:
Ensaio aberto com as bandas All Still Burns e A Red Nightmare
Loja Ná Figueredo: Av. Gentil Bittencourt, 449.
Entrada Franca.

Fotos: Divulgação

NA WEB:
http://www.myspace.com/arednightmare
http://www.purevolume.com/allstillburns
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18 de abril de 2011

Um pesadelo sonoro



Diego Fadul, dono do blog Pergunta Pro Didi e guitarrista da banda Aeroplano, entrevistou, a pedido da Pro Rock, Zé Lucas, vocalista da banda de metal A Red Nightmare, uma das boas revelações dessa nova safra paraense. Em comum, os dois tem o fato de serem pensadores e empreendedores do rock local. Sim, são empreendedores porque realizam discos, clipes, shows e isso exige esforço, organização e pensamento. Vira e mexe eles também estão tematizando os assuntos em voga tanto na música que eles ajudam a fazer quando sobre mídia, cultura... basta acompanhá-los no Twitter para vocês saberem. Essa entrevista é uma boa oportunidade de saber como pensa o vocalista de uma das bandas mais promissoras e elogiadas da nova safra paraense do metal e exercitar a comunicação crítica a respeito de nossa própria produção. Acompanhem o material produzido há alguns dias pelo MSN.


@Zehluks Ei, sumido!

@diegofadul Pois é, é o que mais falam de mim. Aproveitando que apareci, vamos fazer agora a entrevista e tal?

Rapaz, Sr. que sabe. O começo da conversa foi estranho na verdade, porque tas usando o mesmo nick que o batera da minha outra banda... e ele, de fato, sumiu. Confundi, mas vamos lá.

Zé Lucas, o que é que o A Red Nightmare toca? Que tipo de público, que tipo de pessoas se interessaria em ouvir a banda?


Bom, nós somos uma banda de metal, mas somos diferentes do que se espera de muitas bandas de metal. Não gostamos de simplesmente juntar um monte de riffs violentos aleatoriamente e botar uma letra que fala sobre estripar e matar por cima e finalizar com um solo fodão. Hehe. Não que a maioria das bandas de metal faça isso (as que eu ouço pelo menos, não o fazem), mas às vezes fico com impressão de que essa é a imagem que as pessoas criam do metal, principalmente das vertentes mais... "brutais", como é a nossa.

Nosso som é basicamente um amálgama de sonoridades clássicas e modernas dentro dos estilos mais pesados do metal. Temos tanto as levadas mais Thrash clássico quanto os breakdowns e arranjos complexos do deathcore atual. Isso se deve à pluralidade de gostos e influências dos integrantes da banda.

O Igor e o Patrick (os guitarristas), por exemplo, são os extremos de cada lado. O Igor é um cara mais conservador, criado no Thrash e no Death metal. Já o Patrick é um cara extremamente antenado com os estilos modernos, como deathcore, metalcore e post-hc. Tudo isso transparece no nosso som. Acredito que isso ocorra sem soar como uma mistureba louca. Assim espero que as pessoas percebam, pelo menos. Hehe. Mas acho que nosso som é bem acessível para todos aqueles que gostam do som pesado e de composições construídas com empenho e dedicação.

Ouvi falar que a temática das músicas e as letras são relacionadas à questão ambiental. De que forma a música que vocês fazem se relaciona com a nossa situação sócio geográfica? Qual o contexto da banda com o Pará, a Amazônia, com o norte, o Brasil...

Não todas, mas algumas de nossas músicas são sim, ligadas à essa temática. É um assunto difícil de se escapar hoje. Nós vivenciamos os problemas e as conseqüências dos abusos humanos constantemente,e como qualquer pessoa com alguma consciência, isso nos perturba e inquieta.O metal, tradicionalmente, tem o costume de encarar e apontar aquilo que preferimos ignorar e essa atitude é presente nas nossas letras de uma forma geral, que também falam sobre corrupção, problemas da vida urbana e até mesmo sobre história. Até o momento só a Earth's Revenge trata diretamente deste tema. Mas muito provavelmente algumas músicas novas recorrerão a essa temática também.

Nosso objetivo, além de fazer a música que amamos, é levar nossa mensagem sobre a situação terrível que o mundo se encontra no momento e acordar as pessoas do estado de inércia e apatia que parece ser generalizado. Por isso as letras são muito importantes para nós. Se pudermos mudar a consciência e mudar o modo de agir e pensar sobre o mundo a partir do que nossas músicas falam, eu ficarei muito satisfeito.

A nossa demo, no myspace, tem um encarte digital com letras das músicas. Recomendo a todos que leiam e reflitam sobre o que tem ali.

Olhando as fotos de vocês aqui, vejo que alguns vários já participaram de outras bandas.



O Denys (baixista) tocou anteriormente no Tenebrys. Nem todo mundo reconhece porque ele deu uma mudada radical no visual. O Patrick e o Luciano tocaram em uma outra banda antes, que chegou a participar de uma final do CCAA Fest, mas não lembro o nome no momento. Toquei em uma banda de hardcore chamada Núcleo Base, mas isso faz algum tempinho e eu mudei bastante também. Hehe.

Essas gravações no myspace de vocês estão bastante boas. Onde e com quem gravaram?

Gravamos em Icoaraci, no estúdio Chaar, com o Kleber Chaar. Foi uma preocupação nossa.

O mesmo que gravou o Tenebrys?

Sim, ele mesmo.

Rapaz, que cara bom. Engraçado a gente não ouvir falar muito dele aqui na cidade. É uma baita alternativa, então. Legal ver estúdios bons aparecendo.

Nós preferimos pagar um pouco a mais e fazer menos músicas, mas fazer com uma qualidade de gravação interessante e que nos agradasse, a fazer caseiramente ou gravar ensaio. O Kleber Chaar é um cara muito competente e muito paciente. Fez tudo como queríamos e extraímos o melhor resultado que podíamos dentro das possibilidades.

Bacana ver bandas legais que não desperdiçam talento. Costumo falar que depois de um certo ponto, qualquer retrocesso é um baita prejuízo financeiro, moral e espiritual pro artista.

Concordo contigo! Se o cara quer levar a sério o que ele faz e quer ser levado à sério pelo o que faz, é PRECISO haver um investimento consciente do seu tempo e recursos, caso contrário é dar um tiro no pé. É uma das coisas que nos move na A Red Nightmare. É evoluir ou morrer.

Falando em evoluir ou morrer, deixa te perguntar, como é esse lance do festival alemão, o wei...cker... ?

Wacken, rsrs. Seguinte: Existe uma cidade no interior da Alemanha chamada Wacken, onde todo ano rola o maior festival de heavy metal do mundo. O festival começou em 1990 e continua até hoje, sendo um dos mais conceituados do mundo da música e o maior do gênero metal.

Não, pois é, isso eu sei. Só não sabia o nome. Mas e o lance de vocês irem pra lá?

Desde 2005 o pessoal da organização do Wacken instituiu o Metal Battle, que é um concurso internacional de bandas de metal, basicamente. Este ano vai ocorrer em 30 países. A etapa nacional é organizada pela revista Roadie Crew, que desde 2001 já mandava banda brasileira pra tocar por lá. Em Belém nunca tinha rolado e a A Red Nightmare tava a fim de participar. Então fui me informar do papo e saber se a gente podia se inscrever pelo Amazonas ou pelo Acre, onde já rolava faz tempo. Nos disseram que não podia, só pelo estado de origem mesmo. E eu, cabeça dura, disse: "então a gente vai organizar essa porra aqui no Pará". Fomos nos informando, entramos em contato com o Airton Diniz, editor da Roadie Crew, e esquematizamos tudo pra rolar o evento num esquema parecido com o do Acre, em que ouvi dizer que são as próprias bandas participantes que produzem o evento(…)E, por sorte, fomos selecionados. Hehe Inclusive fechamos uma parceria com a Pro Rock, para a co-realização do evento. Então a Associação está nos dando a maior força pra rolar o evento.

Falando em parcerias, a gente sempre vê os eventos de metal dando muito certo e arriscando passadas largas aqui em Belém. Achas que é possível termos um grande festival de metal na cidade? Digo, a exemplo dos festivais da Se Rasgum, por exemplo, mas voltado mais aos sons mais pesados, ''rock pauleira''

Hehe. Cara, acho possível, mas beeem difícil. O cenário metal tem um público incrivelmente fiel, mas até o momento não é tão extenso. Mas pode ser, a exemplo de Iron Maiden com 10 mil pessoas. Não é o lado mais "porrada" do metal, mas é heavy metal! Acho que de uns tempos pra cá o metal tem conquistado seu espaço e temos tidos shows cada vez maiores, mesmo de bandas, nacionais ou estrangeiras, fora do mainstream. Acho que na mão de produtores que saibam aproveitar a oportunidade e com o planejamento adequado, podemos começar a ter shows cada vez maiores e, quem sabe, um festival de bom porte.

Mas uma coisa é certa: vai dar muito trabalho. Até porque o público local de metal é mal acostumado. Não gosta de ingresso caro e esquece às vezes que, sem prestigiar ou comparecer nos eventos do gênero, fica-se sem caixa pra trazer eventos melhores e fortalecer a cena. É complicado, mas é possível fazer o metal paraense crescer. Temos MUITAS bandas boas, algumas que nem existem mais, mas sempre foi um solo fértil para o metal, desde os anos 80, como o primeiro disco de metal brasileiro, do Stress. Hehe.

Falando em Stress, sobre o show do Iron Maiden: 1) Por que a BIS, logo a BIS…, resolveu trazer o Maiden? Não tem absolutamente nada a ver com o padrão de evento que ela faz. 2) Achas que isso pode significar que algo está começando a mudar e que grandes produtoras podem finalmente abrir os olhos para o público do Metal, do Rock em geral, em Belém?

Sim e não. Primeiro porque o Iron Maiden é, acima de tudo, um ícone. Tá acima da maioria das bandas de heavy metal e transcende o estilo à medida que é a banda de metal mais famosa do mundo. Fora o fato de que o show deles é um espetáculo à parte, ao vivo. Palco, cenografia, performance. Foi o segundo show deles que fui e não me emocionei menos do que no primeiro. Ou seja, é vantagem pra Bis trazer um show como esse, até para o status dela de produtora respeitada nacionalmente e provavelmente tem a intenção de estender essa reputação internacionalmente.

Apesar de alguns problemas e reclamações do público sobre o evento, acho que o saldo deles foi bem positivo e isso, possivelmente, pode abrir os olhos dos produtores para os estilos mais pesados da música, pois o público formado e o público potencial são grandes e consomem. E é provavelmente o mais fiel de todos. Eu só vejo vantagens em investir nessa área. Apesar da longa trilha que existe pela frente.

Sobre o Stress, vi algumas pessoas falando ''po, legal o Stress abrir, mas, com tanta banda boa e que existe, que tem trabalhado, bandas que têm produzido, por que colocar para abrir uma banda que não existe, que não tem atuado, que toca esporadicamente, que representa muito historicamente, mas que efetivamente não existe mais?" Não sou eu que to dizendo, só falaram. hehe. Que achas disso?

Cara, o Stress de fato tem uma importância histórica maior do que o mérito de produção atual deles, mas eu realmente não imagino muitas outras bandas que poderiam fazer isso no lugar deles, sendo banda local. Poucas bandas têm o nível deles e a história pesa no currículo.
Eu ia gostar de ver o Mitra ou o Anubis abrindo o show, por exemplo. Mas quem sou eu pra julgar quem merece ou não as coisas? Se os caras articularam os contatos e fizeram a coisa acontecer, parabéns pra eles. Eu gostei do show deles, apesar de não ser fã da banda.

Qual a importância da Pro Rock e de parcerias como esta para o crescimento individual e coletivo dos artistas musicais aqui em Belém?

Acho muito importante. Todas as parcerias de pessoas com o mesmo objetivo é algo que só soma e acrescenta. Fechamos essa parceria pela experiência da Pro Rock em organizar eventos e pela ajuda estrutural e organizacional que eles poderiam nos oferecer. Acho esse tipo de integração muito importante, principalmente em meios que não costumam ser tão acessíveis, como o metal. Então esse tipo de parceria não só é vantajosa como é NECESSÁRIA para o crescimento adequado e para a conscientização dos produtores e público de cenários que ainda podem crescer muito.


Escute Earth's Revenge
A Red Nightmare - Earth's Revenge by zehluks
Saiba mais sobre A red nightmare:

www.myspace.com/arednightmare


Por Diego Fadul (@Diegofadul)
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11 de abril de 2011

Belém terá seletiva do Wacken Metal Battle


Os apreciadores do som maciço, extremo, com batidas pesadas e nervosos solos de guitarra já podem vibrar com os preparativos para mais uma edição do maior evento de heavy metal do mundo: o Wacken Open Air. Pela primeira vez, o festival alemão terá uma de suas seletivas realizadas em Belém. Isso mesmo! Graças à parceria entre as cinco bandas selecionadas pela revista Roadie Crew, a Associação Comunitária Paraense de Rock – Pro Rock e a Red Productions a versão paraense do Wacken Metal Battle será realizada no dia 22 de maio, no Studio Pub, capital paraense.

As performances das bandas paraenses A Red Nightmare, Anubis, Hellride, Necroskinner e Warpath serão observadas pelo editor chefe da Roddie Crew, Airton Diniz, que vem de São Paulo a convite da Pro Rock e por exigência do regulamento de realização das seletivas locais. “Airton vai presidir a mesa de jurados, formada por ele e mais quatro membros locais, que vai julgar as bandas”, explica Zé Lukas, vocalista da A Red Nightmare, e um dos organizadores do evento.

Além de Zé Lukas, Edvaldo Souza e Elielton "Nicolau" Amador estão na produção executiva representando ao mesmo tempo o blog Música Paraense.ORG e a Pro Rock. “Apesar da participação das bandas, o regulamento e a mesa montada sob a coordenação da Roadie Crew garante a lisura do processo de escolha da banda vencedora. É sempre bom lembrar isso para evitar disse me disse sobre os resultados”, afirma o produtor Elielton Nicolau.

A preocupação é pertinente. Afinal de contas, a vencedora dessa etapa pode concorrer a uma vaga no festival alemão que vai acontecer em agosto na cidade homônima. Quem ganhar em Belém vai para a grande final em Vargínia (MG), dia 24 de junho, evento que vai integrar a programação do tradicional festival Roça N’ Roll.

Em todo o Brasil são 100 bandas que se aquecem para a batalha em 20 seletivas regionais. As seletivas estão programadas para acontecer entre início de abril e final de maio. A revista Roaddie Crew, a maior e mais respeitada publicação do gênero no Brasil, foi responsável pela escolha das bandas nas seletivas regionais.

O festival Wacken Open Air, como o nome sugere, é um evento de metal, que consiste em shows ao ar livre, com bandas heavy metal do mundo todo. Acontece anualmente na cidade de Wacken (norte da Alemanha) desde 1990, e chega a 22ª edição como um dos mais importantes eventos musicais do gênero, realizado sempre durante o verão europeu. E ocorrerá, neste ano, nos dias de 4 a 6 de agosto.

A seleção das bandas para o evento cabe ao Wacken Metal Battle, que é considerado um dos maiores concursos de bandas de heavy metal. Tem a finalidade de estender o festival Wacken Open Air para pessoas do mundo inteiro, oportunizando o encontro entre bandas metal de diferentes países e continentes.

Na oportunidade, as bandas, além de mostrarem sua sonoridade para milhares de pessoas que comparecem ao festival, concorrem também a um contrato com a gravadora Wacken Records, iniciativa da empresa organizadora do evento, ICS Festival Services, no grupo ICS-WOA, do qual a revista mantém parceria.

Quanto à precisão dos dias que acontecem as seletivas nas outras regiões brasileiras, ainda não é certa, como explica Ze Lukas, que segura junto com Igor Sampaio a marca Red Productions. “Cada local tem sua etapa, e são independentes umas da outras. Não temos comunicação com o restante das regiões sobre cada seletiva. Não sei informar, se já houve, ou já está ocorrendo a disputa em algum lugar do país”, disse ele.

Na edição brasileira do ano passado, a banda vencedora que representou o país no festival foi a pernambucana Cangaço, e este ano, as seletivas estão marcadas para ocorrer no início de abril a fins de maio, nas 20 cidades brasileiras: Manaus (AM), Salvador (BA), Brasília (DF), Serra (ES), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Belém (PA), João Pessoa (PB), Rio de Janeiro(RJ), Gramado (RS), Florianópolis (SC), Santos (SP), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Rio Branco (AC), Campinas (SP), São José dos Campos (SP), Fortaleza (CE) e Recife (PE).


Serviço:
Seletiva Wacken Metal Battle 2011 – Belém
Dia: 22 de maio

Local: Studio Pub (tv. Presidente Pernambuco, 277, entre Gentil e Acirprestes)
Preços de ingressos estimados: R$ 10,00 (antecipado) R$ 15 (na hora)

As bandas:

A Red Nightmare – www.myspace.com/arednightmare
Anubis – www.myspace.com/anubisthrash
Hellride – www.myspace.com/hellridebrazil
Necroskinner – www.myspace.com/necroskinner
Warpath - www.myspace.com/warpathband


Por Luciana Alcantara (@lu_alcantara_)
Com colaboração de @Nicobates

Arte: Prévia do cartaz do Wacken Metal Battle - Belém 2011
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31 de março de 2011

Metal Paraense: Mercado em ascensão?!

Muita gente achou que era brincaderia quando a BIS Produções anunciou há quase um ano o show da banda britânica Iron Maiden em Belém, no Dia da Mentira. Mas agora essa é uma realidade mais do que concreta. Ontem eu conversei com Darlan Ribeiro, da BIS, que disse que a produtora espera cerca de 10 mil pessoas para o show. É apenas um pouco menor do que a média de público de outras cidades por onde a “Final Frontier Tour” passou. “Perde para São Paulo, porque o público paulistano é maior em tudo”, disse Darlan.

O show do Iron Maiden, por mais que alguns tentem ignorar, é uma realidade presente e celebrada em Belém hoje. Na loja Ná Figueredo, por exemplo, a cada dia, dezenas de camisetas da coleção especial “Iron Maiden” são vendidas para famílias inteiras. Jovens que nem gostavam tanto de metal assim se empolgam com o evento. Não é para menos. Amanhã, por voltas das 17h, quando os portões da Cidade Folia forem abertos para o heavy metal, muito marmanjo vai chorar de alegria. Pode até ser que alguns caiam bêbados de alegria antes do show começar.

“Eu comprei meu ingresso no segundo dia das vendas abertas”, conta Zé Lukas, vocalista da banda A Red Nigthmare, uma das novidades da nova cena de metal em Belém. Além do evento em si, a esperança de Zé, e de dez a cada dez headbangers paraenses, é que Belém seja, a partir desse evento, incluída definitivamente na rota de shows internacionais.

Essa perspectiva é abordada clara e abertamente na edição de hoje do jornal O Liberal, em que o caderno Magazine dá informações também sobre a infraestrutura do show. “O show do Iron Maiden mostra que Belém pode entrar no cenário internacional dos grandes shows”, disse o coordenador de produção do show Kleber Martins ao jornal.

Definitivamente, o gênero é forte em Belém. Além da banda pioneira do trash metal brasileiro, Stress, que, aliás, mui merecidamente vai abri o show da donzela de ferro, a cidade tem hoje uma cena fortíssima. Uma cena ignorada pela nova onda da música paraense, baseada na guitarrada e no tecnomelody.

Além dessa conclusão de que há mercado para os shows internacionais, o show do Iron Maiden, juntamente com outros eventos, mostra que nosso público é maior e precisa ser contemplado além das visões míopes dos produtores descolados. (Tem mercado para todo mundo. Desde que o jogo seja jogado com inteligência e sem mesquinharias. É preciso pensar grande, do jeito que nós somos grandes.)

Mas voltando ao heavy metal, além de A Red Nightmare, as bandas Anúbis, Hellride
Necroskinner e Warpath, todas paraenses, foram selecionadas pela revista Roadie Crew para a etapa local da Wacken Metal Battle. Trata-se de uma seletiva para o Festival Wacken, que acontece todo ano desde 1990 na cidade alemã de mesmo nome.
Apesar de realizar etapas brasileiras para o festival desde 2005, é a primeira vez que a Roadie Crew vai realizar, com produção local, uma etapa paraense. Graças a parceria da Pro Rock com as bandas selecionadas.

Sem dúvida, shows como o do Iron Maiden são estímulos para outras ações como essa. Bandas como Reataliatory e Disgrace And Terror, além, é óbvio, do Madame Saatan, também fazem a fama do metal paraense pelo Brasil e pelo mundo afora. E, melhor, ninguém precisa mais viver o dilema de sufocar a “música regional”. Hoje, a nova onda da guitarrada e tecnomelody, capitaneada por Gaby Amarantos e Pio Lobato, pode muito bem conviver com o mercado que não discrimina estilos nem gêneros. É verdade que é preciso ações estratégicas, para não deixar que gêneros e estilos tradicionais sejam suprimidos, sufocados. Enfim, para que eles sejam mantidos com dignidade, por fazerem parte importante da nossa cultura.

Mas é bom poder ver o mercado crescer. Que o rock possa ensinar aos demais gêneros suas virtudes, como força e dignidade de princípios, para possamos construir um mercado forte e diferente dos mercados viciados que já existem por aí. Quem diria que o gênero que já foi sinônimo de excessos e depravação, pudesse embalar hinos religiosos como hoje em dia. Pois é, o rock não é mais o mesmo.


Por @Nicobates
www.qualquerbossa.blogspot.com

Nas fotos: Iron Maiden, A Red Nigthmare e Anubis
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