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3 de outubro de 2011

Você iria até o fim?

"Até o fim" é o novo single da banda paraense Madame Saatan. Baseado nesta canção o Portal Pará Música está lançando uma promoção imperdível, em parceria com o selo Doutromundo Discos, que está lançando o álbum. Para participar, basta seguir o Pará Música no Twitter (@paramusica) e enviar um email para contato@paramusica.com.br com uma frase inspirada no título da música, dizendo pelo que, como ou quando você iria até o fim, até as últimas consequências. Coloque seu nome completo com RG e seu endereço no Twitter. A mensagem deve trazer o título "Promoção até o fim" seguido de seu primeiro nome.

As frases devem ter no máximo 140 caracteres incluindo a hashtag #ateofim. Elas serão twitadas apenas, e tão somente apenas, pelo perfil @paramusica depois que forem recebidas pelo email. Seus autores não serão revelados no twitter. Apenas a curadoria da promoção saberá quem é o autor de cada frase. O autor da frase mais retuitada pelo perfil do Portal durante uma semana ganhará um CD "Peixe Homem". A frase mais criativa, escolhida pela nossa curadoria, também ganhará um exemplar do disco e mais um adesivo exclusivo, oferecidos pelo selo Doutromundo Discos.

Acesse a notícia da promoção publicada no Portal Pará Música e veja o passo a passo de como participar do sorteio:

http://www.paramusica.com.br/pagina/noticiadetalhe/ID/447

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15 de setembro de 2011

Madame Saatan lança "Peixe Homem"

A banda paraense Madame Saatan, hoje radicada em São Paulo, vem à Belém no próximo domingo para lançar seu segundo disco, “Peixe Homem”. O show acontece a partir das 16h no Píer das 11 Janelas, na Cidade Velha, e terá entrada franca. A abertura do evento terá show das bandas locais Consenso Ilusivo e A Red Nightmare, escolhidas pelo próprio grupo.

O novo trabalho do quarteto é patrocinado pelo Conexão Vivo, através do programa de Incentivo à Cultura do Governo do Pará, Lei Semear, gerenciado pela Fundação Cultural Tancredo Neves. Produzido por Paulo Anhaia (Charlie Brown Jr, Velhas Virgens), e masterizado nos Estados Unidos, por Alan Douches (Aerosmith, Misfits, Mastodon), "Peixe Homem" é o segundo trabalho oficial do Madame Saatan, e chega cercado de uma grande estratégia de marketing.

A banda lançou o áudio e o clipe do single "Respira" no Facebook, provocando um grande esforço de divulgação de seus fãs. Antes, o grupo divulgou a pré-master de "Rio Vemelho" no seu perfil no Portal do Programa Conexão Vivo. Além de promover material promocional da banda, o grupo disponibilizou para pré-venda a versão digital do disco na plataforma One-RPM, que tem sido parceira do Pará Música e oferece um sistema que atende tanto às necessidade do artista quanto do usuário.

Leia mais sobre o lançamento do disco “Peixe Homem” no Portal Pará Música.

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30 de agosto de 2011

O Segredo de Madame Saatan

O video abaixo foi gravado em julho passado quando ainda era um segredo guardado a sete chaves o lançamento do segundo disco da banda Madame Saatan em Belém. O filme traz grandes revelações para os fãs e curiosos sobre a banda. Não perca tempo e veja.

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17 de agosto de 2011

Madame Saatan de tirar o fôlego

A banda Madame Saatan realizou ontem a noite uma sessão de Twitcam para promover o lançamento do clipe de “Respira”. O grupo se antecipou ao lançamento oficial na TV e atendeu ao clamor dos fãs, disponibilizando o clipe no Youtube exatamente às 19h, como havia prometido caso o número de likes atingisse a meta de 1123 no Facebook da banda.

No clipe, Ed Guerreiro, Ivan Vanzar, Ícaro Suzuki e Sammliz saem de dentro das águas barrentas do Rio Pará, às margens do Parque dos Igarapés, em Belém. Enquanto a música de ritmo marcial e pesado evolui, Vanzar soca suas baquetas com fúria, mesmo com água pela cintura. Sammliz e Ícaro encaram as lentes com olhares raivosos, como animais selvagens.

As únicas cenas que não mostram a banda tocando seus instrumentos, mostra os integrantes caminhando pelo mangue, como fugitivos. O clipe termina com a imagem de Sammliz, molhada, caminhando de salto alto pelas ruas da Cidade Velha.

A julgar pelas dicas dadas pelos próprios integrantes da banda durante o Twitcam, as imagens filmadas na Cidade Velha devem compor um quadro com outro clipe da banda. Segundo o verbete de P. R. Brown, diretor do clipe, na Wikipedia ele produz ainda este ano o vídeo de “Até o Fim”, música do novo disco, ainda inédito, e não divulgada.

As imagens divulgadas pela banda durante as gravações do primeiro semestre mostram outras locações, como as Ruínas do Murucutu e ruas da Cidade Velha. “Essas imagens? Isso é segredo. Você lembra da ilha de Lost?”, brincou o produtor Bernie Walbenny com um dos internautas que acompanharam o Twitcam. Walbenny coordenou o Twitcam da banda.

P.R. Brown já produziu clipes para Smashing Pumpkins, Foo Figthers e muitos outros artistas de rock gringos. Nesse primeiro trabalho com uma banda brasileira, ele explorou de forma simples, o que demonstra o baixo custo da produção, o cenário amazônico e as imagens da banda, sem grandes efeitos. Captou imagens impressionantes que deixaram os fãs da banda extasiados na rede. “Isso é o futuro do rock brasileiro. Isso aí tem nome: Amazon Rock”, disse um deles nos comentários do Youtube.

“Respira” traz características marcantes em relação aos trabalhos anteriores da banda. Tem riffs poderosos mas Sammliz canta sobre uma base de poucas notas, o que projeta ainda mais sua potente voz. A música é relativamente curta em relação as músicas mais longas da primeira safra e a letra é menor. Respira, a letra, mantém uma temática fantástica sobre um certo “peixe homem” que “engole o homem” e reflete bem o dilema existencial num conexo que se pode dizer “amazônico”.

A temática contrasta com o som nervoso e pesado, refletindo o lado urbano da banda, que declarou várias vezes que a mudança para São Paulo, há três anos, fez seu som ganhar consistência urbana, endureceu. Esses elementos juntos levou a criar uma quase clichê na rede para definir Respira. “De tirar o fôlego”.

A produção de Paulo Anhaia também é fator preponderante no sucesso do single. Impecável. A exemplo de outros trabalhos recentes de músicos paraenses, o novo disco do Madame Saatan deve reunir qualidade de produção, profissionalismo, amadurecimento artístico e evolução conceitual para projetar também no rock o prestigio que artistas populares como Gaby Amarantos e Felipe Cordeiro tem promovido pelo Brasil e pelo mundo.

Por @Nicobates
Foto: Bernie Walbenny


Assista o clipe, que tem roteiro de Bernie Walbenny e P. R. Brown:

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14 de agosto de 2011

Madame mostra single do disco novo

A banda Madame Saatan disponibilizou ontem o single de seu próximo disco, “Respira”. A audição está disponível em http://madamesaatan.tnb.art.br/. A faixa faz parte do novo álbum, cujo título é guardado à sete chaves, a ser lançado em setembro em Belém.

O álbum, o segundo do grupo paraense, é assinado por Paulo Anhaia (Charlie Brown Jr, Velhas Virgens, CPM22) e foi masterizado nos Estados Unidos, por Alan Douches (Aerosmith, Misfits, Mastodon).

“Respira” também virou um videoclipe que está sendo finalizado nos Estados Unidos pelo diretor Paul R. Brown e pelo fotógrafo Jaron Presant. A dupla já trabalhou com nomes consagrados do rock mundial, como Slipknot, Smashing Pumpkins, Audioslave e Foo Fighters, entre outros. Acesse o Facebook da banda e veja o trailer do clipe. Tem que curtir a página para poder ver.
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15 de julho de 2011

Madame Saatan seleciona banda para abrir show

A banda Madame Saatan está selecionando bandas que sejam compostas, parcial ou totalmente, por mulheres para abrir o show de lançamento, em Belém, do seu 2º CD. A seleção irá até dia 13 de agosto.

Bandas de qualquer estilo de Rock podem participar da seleção. Desde que sejam paraenses e tenham 70% de repertório autoral. Os que estiverem interessados podem mandar material (release e links de vídeos) para o e-mail da vocalista do Madame Saatan, Sammliz: sammliz@hotmail.com.

A banda esteve na cidade nos dias 14 e 15 de maio para gravar o clipe da música “Respira”. A canção fará parte desse 2º álbum, que será lançado no final de agosto. O vídeo de ‘Respira’ teve direção de P.R Brown e fotografia de Jaron Presant, que já trabalharam com grupos como Slipknot, Smashing Pumpkins, Audioslave, entre outros.

O novo álbum tem a produção de Paulo Anhaia, que já produziu as bandas Charlie Brown Jr. e Velhas Virgens. Vale a pena conferir uma prévia do CD, a banda disponibilizou a versão final da já conhecida do público “Rio Vermelho” em seu perfil do Conexão Vivo.

Por @Beatriz_Brito_
Foto: Mário Guerreiro: @mguerrero108




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27 de maio de 2011

Madame Saatan grava clipe na "Equatorial Lounge"

A condição de ser músico e jornalista às vezes nos coloca em situações delicadas. Principalmente quando algum colega pede segredo sobre um material novo. Você acaba segurando a "notícia", enquanto os “concorrentes” correm atrás do furo. Foi mais ou menos assim com o clipe do Madame Saatan.

Há duas semanas, recebi um telefone do produtor e amigo Bernie Walbenny, do Madame Saatan. Ele pedia um equipamento de audio para poder reproduzir uma música em playback e gravar um vídeo clipe. Como ele não disse de quem seria o video, nem imaginei que seria do Madame, já que ele gravara poucos meses antes o clipe do Aeroplano e também produz o Johny Rockstar. E também não perguntei. “Bernie, o equipamento tá aqui em casa, basta passar pra pegar e devolver depois”, disse sem mais questionamentos.

A única coisa que eu soube dele era que a gravação seria no Parque dos Igarapés. Bernie fez bem em não revelar. Querendo segredo do assunto, ele sabia que seria difícil para mim segurar a informação de um evento tão importante quanto a gravação do vídeo por diretores gringos que já fizeram clipes do Slipknot e Smashing Pumpkins. Imagina o alvoroço. Nessa hora, é bom contar com a discrição dos amigos.

Como revela o jornalista Marcos Bragatto, do site Rock em Geral, “o novo videoclipe do Madame Saatan acaba de ser gravado e teve a direção de P.R. Brown e a fotografia de Jaron Presant, que já trabalharam em quatro videoclipes do Slipknot (‘Sulfur’, ‘Psychosocial’, ‘Dead Memories’ e ‘Snuff’). Essa dupla também já assinou clipes de nomes consagrados como Smashing Pumpkins, Audioslave, My Chemical Romance, Mötley Crüe, Evanescence e Foo Fighters, entre outros.”

“Chegamos a Belém no dia 12 pra visitar as locações e as gravações aconteceram sábado e domingo, 14 e 15. O trabalho ainda contou com os parceiros da equipe da TV Norte Independente, que fez os corres e a produção local conosco”, explica Sammliz em linha direta pelo MSN.

Entre as locações, de “Respira”, a música escolhida do disco novo para ser filmada, estão a ruínas do Murucutu, lugar que apresentei a Bernie em meados da década passada, quando produzimos juntos um ensaio do Norman Bates lá com fotos de Leg, ex-tecladista da banda Mosaico de Ravena. “É um lugar sensacional que eu não conhecia. Pena que está largado lá no meio do mato. Depois soube das histórias”, comenta Sammliz.

As histórias em torno do lugar são incríveis. Localizadas na estrada da Ceasa, as ruínas são parte de um antigo engenho de cana que pertenceu ao arquiteto italiano Antonio Landi, aquele mesmo que construiu algumas das principais igrejas históricas de Belém no século 18. Dizem que Landi pode estar enterrado por ali. Antes dele, o lugar serviu de base para os Cabanos, antes que os mesmo invadissem a cidade pelo rio, vindos do furo do Murucutu.

Ao Norman Bates o projeto Equatorial Lounge estava firmemente ligado a nossa história e identidade regional. Sem dúvida o emprego das locações pelo Madame Saatan, que incluem ainda a Cidade Velha e o Parque dos Igarapés, servirá para afirmar a nossa identidade onde quer que esse videoclipe seja exibido.

A banda inclusive já disponibilizou uma versão final do disco novo, a já conhecida do público “Rio Vermelho” em seu perfil do Conexão Vivo. A produção do disco ficou a cargo de Paulo Anhaia (Charlie Brown Jr, Velhas Virgens), e a masterização foi feita nos Estados Unidos, por Alan Douches (Aerosmith, Misfits, Mastodon). Tanto o disco quanto o vídeo de “Respira” devem ser lançados no segundo semestre.


Por @Nicobates
Fotos: Renato Reis


GALERIA PRO ROCK

Norman Bates nas Ruinas do Murucutu por Leg.
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4 de maio de 2011

"Nós não nos arrependemos das rupturas"

Existe uma gravação, uma pré-master, de “Respira”, música do segundo e ainda inédito disco da banda paraense Madame Saatan que circula apenas entre alguns poucos iluminados em Belém, produtores, músicos e amigos da banda. Quem já ouviu, diz que se trata de um Madame renovado, mais pesado, algo como um riff do Pantera, mais conciso e direto como um soco na boca do estomago; com letras mais enxutas e mais atitude metal, sem deixar de ser, claro, o Madame Saatan. A produção caprichada e tudo o que repercutiu desde que a banda saiu de Belém, há três anos, avisa que ela deve ser alçada definitivamente a uma nova condição no cenário brasileiro.

A entrevista que vocês vão ler em seguida, em que Sammliz faz uma avaliação desses três anos e revela coisas preciosas sobre a produção e divulgação do novo disco, não foi algo fácil e por isso é celebrada com o mérito devido. Por isso é bom ressaltar os créditos da jornalista Djanara Introvini, nossa colaboradora, que escreveu uma elogiada monografia sobre o rock paraense e conseguiu, com um relato muito apropriado do que é o cenário rock do Pará atualmente, conquistar a confiança de celebridades como Sammliz, que, apesar da grande amizade e apreço que tem pela gente, não pode mais se expor de qualquer forma, ainda mais no meio da correria de tanta produção.

Sammliz e Ícaro Suzuki, baixista da banda, foram duas das pessoas mais atuantes na formação da Pro Rock, como ela mesmo conta na entrevista. Ícaro inclusive foi o primeiro presidente da Associação. Essa condição nos favorece e nos dá a medida de quanto são artistas comprometidos com algo, além da música, como os interesses da sociedade civil organizada. São coisas que elevam um principiante, um mero animador de platéias à condição de artista. Condição esta que, diante de tanta falta de decoro e de tanto descaso por parte de homens públicos que não artistas, também deve ser mais do que nunca celebrada.

Com tantos motivos para celebrar a música e o rock paraenses, estamos orgulhosos em disponibilizar a quase íntegra da entrevista de Sammliz concedida à jornalista Djanara Introvini. Isto, sim, rockers, é algo histórico. Apreciem.


Agora em 2011 completou três anos que a banda foi para SP. O que vocês foram fazer ai?

A primeira vez que a banda esteve em SP foi para participar do projeto Supernovas no CCBB e para gravar participação em um programa da MTV. Algum tempo depois, no início de 2008, resolvemos passar inicialmente uns três meses pra divulgar nosso primeiro disco (2007), mas as coisas foram acontecendo principalmente depois que fechamos parceria com uma grande empresa importadora de instrumentos (Equipo) que nos ofereceu contratos como endorses de algumas marcas e ainda investiu em nossa tour que passou por vários Estados. Vimos essa sucessão de coisas boas acontecendo como um sinal para ficarmos e assim foi.

Foto: Fernanda Brito

Como foram as primeiras semanas?

A parte da nossa acomodação foi um tanto estressante. Não havia uma estrutura nos esperando e tivemos que nos espremer na sala do Antônio Novaes (ex-Euterpia), nosso amigo, por uns 10 dias até conseguirmos uma casa pra alugar. Aí, você imagina a burocracia pra conseguir alugar imóvel, conseguir fiador, cheque caução, etc. Foi um perrengue, mas como a sorte sempre parece conspirar a favor de malucos obstinados, tudo foi se encaixando. De qualquer forma, a presença de alguns anjos em forma de amigos foi fundamental para tornar nossa transição menos dolorosa.

Como foi a receptividade da galera? Eles realmente querem o bom rock, ou rola preconceito por ser do Norte?

A recepção aqui sempre foi boa e calorosa. Passamos por boates do circuito da rua Augusta, Sesc Pompéia, Sesi Vila Leopoldina, Centro Cultural Banco do Brasil etc. Independente do público que era atraído a esses locais sempre fomos bem recebidos. Muita gente havia nos dito que o público paulistano seria meio blasé e um tanto difícil, mas, sinceramente, nunca nos receberam assim. O fato de sermos do Norte do Brasil sempre despertou curiosidade e isso até hoje ainda é assim. Normalmente, quando falamos que somos de Belém, é comum falarem “da terra do Calypso?” e sim, dizemos que sim, mas que também somos da terra do carimbó, guitarrada, tecnobrega e é claro, do rock. Aí eu sempre conto a história que a primeira banda de heavy metal brasileira saiu do Pará só pra humilhar. :)

Vocês estão morando todos juntos? Na casa de alguém?

Moramos todos juntos por um ano e depois nos dividimos em duas casas no mesmo bairro, algumas ruas de distância uma da outra.

O objetivo foi alcançado?

Era para ser uma temporada de três meses, já estamos há três anos e o objetivo de circular, divulgar o primeiro disco, tocar em festivais e conseguir mais projeção para banda foi alcançado. Trabalhamos com metas e agora temos outras para curto, médio e longo prazo.

Foto: Mari Chiba













Vocês estão sobrevivendo apenas da musica, ou os integrantes tem outra ocupação? Quem tem e qual é?

A profissão de músico no Brasil é tão avacalhada, muitas vezes até pelos próprios, que na pergunta já vem embutido o “sobrevivendo”. Mas é isso mesmo, já que pouca gente realmente pode dizer que vive (bem) somente de música. Outra coisa bem comum é as pessoas emendarem um “ah... músico... mas e sua profissão?” Enfim, ossos do ofício. Bem, além da música todos nós sentimos necessidade de trabalhar com outra coisa e retomar estudos até porque decidimos ficar um ano praticamente sem tocar e evidentemente a grana vinda dos cachês parou de entrar. Tenho formação em gestão cultural e me formo em radialismo em dois meses, Ed faz administração e trabalha na Fnac, Ivan dá treinamento de RH, Icaro é assistente social e faz uns bicos em um estúdio. Bernie, nosso produtor, além de fazer nossos corres se desdobra em mil funções e atua na produção de outros artistas.

Tem previsão pra banda voltar para o Pará, ou o plano é continuar em SP?

A banda fixou residência em SP mesmo por ser um lugar estratégico, facilitar nossa circulação e ser o quartel general das grandes mídias. Amamos nosso Estado, sempre voltamos aí para matar a saudade e tudo mais, mas adotamos São Paulo como nosso segundo lar.

O que ainda falta pra banda?

Há muita coisa pra fazer, estamos apenas começando. De novo.

Há diferença entre a chegada de vocês aí e a sua condição atual? Vale para o lado pessoal e profissional.

Quando decidimos que levaríamos a banda às últimas consequências e que não voltaríamos pra nossa zona de conforto foi um baque, obviamente. Escolhemos ficar longe da família , amigos, terminar relacionamentos e tudo isso nos impactou em todos os graus possíveis. Foi difícil e claro que passamos por momentos de dúvidas e total falta de esperança, mas não nos arrependemos das rupturas. Foram necessárias e todas as dificuldades pelas quais passamos nos deixou mais unidos , cascudos e amadurecidos. Profissionalmente, tivemos um super curso intensivo graças aos profissionais que fomos encontrando pelo caminho entre músicos, técnicos, jornalistas, produtores, pessoas com muita experiência e que foram generosas em dividi-las conosco. Aproveitamos ao máximo cada experiência profissional que se apresentou, tocamos bastante por aí em situações diversas e acho que ainda não há nada melhor para amadurecer do que pegar a estrada. Durante essa caminhada tentamos aprender com nossas derrapadas, as dos outros, investindo em nossa profissionalização, sendo e vendo de perto o desenrolar da atual movimentação musical brasileira. Considero importante se jogar de cabeça em uma missão, provocar e aceitar provocações e por isso ter saído de Belém, pra se jogar em um mundo que não nos garantia nada, foi a melhor coisa que poderíamos ter feito por nós. Enfim, até então “sobrevivemos” à selva de concreto e a nós mesmos nesses primeiros três anos. Digo assim: primeiro ano de euforia, segundo ano um tanto sombrio e agora estamos vivendo finalmente o novo ciclo. A banda está “solar” novamente e pronta pra fazer o circo pegar fogo e ver o palhaço chorar. :)

O ultimo show de vocês aqui foi no Se Rasgum em novembro de 2010, certo? Antes disso, quando foi a apresentação anterior? A banda tem algum show marcado pras bandas de cá, ou possivelmente os fãs devem esperar pelo próximo Se Rasgum?

Sou péssima com datas e não lembro a última vez que tocamos antes do último Se Rasgum mas voltaremos em breve pra lançar o segundo disco.

Foto: Mario Guerrero -->

Tem diferença de tocar para o público de casa, aqui no Pará, e para a galera de outros locais?

O público de rock no Brasil é sempre caloroso, mas tocar em casa é diferente. Eu conheço muitos dos rostos suados que estão na platéia e isso me dá uma sensação de intimidade incrível. Há muitos que viram a banda em seus primeiros shows, outros eram menores e não podiam entrar e estão ali pela primeira vez. No último show que fizemos aí, ano passado, no Se Rasgum, consegui perceber uma nova geração chegando em meio aquela massa de camisas pretas, amigos músicos de outras bandas, meninas arrumadas bonitas, o povo GLS, tiozinhos... Nosso público em Belém é realmente formidável.

Estão fazendo show só em SP, ou rola em outros estados?

Tocamos bastante em SP e em outros Estados por conta da divulgação do disco anterior. Tocamos em festivais, fizemos programas de TV, web, rádios e depois optamos por fazer apenas shows pontuais em eventos que considerávamos interessantes e situações impossíveis de recusar. A banda se recolheu durante quase um ano e nesse meio tempo trabalhou no novo disco que foi gravado começo do ano.

Tem alguma novidade em primeira mão para a Pro Rock? Gravação ou lançamento de cd? Estão estudando gravação de DVD? Festival? Show?

O cd novo foi gravado no começo do ano com produção do incrível Paulo Anhaia e está nesse momento sendo masterizado em algum lugar nos EUA pelo Alan Douches, que já trabalhou com Mastodon, Misfits, As I Lay Dying, Hatebreed e outras bandas pesadas. Estamos trabalhando na pré produção de dois clipes novos que serão gravados muito em breve e como eles serão feitos e por quem, será uma grande surpresa. Já estamos ensaiando o novo show e o pré-lançamento deve ser em um evento do Conexão Vivo que é o patrocinador do nosso segundo disco. Os detalhes do lançamento oficial do disco em Belém já começaram a ser delineados.

Fica livre para fazer alguma colocação.

Fico feliz em ver que a Pró Rock, associação da qual me orgulho de ter sido uma das fundadoras, esteja caminhando, crescendo e atuando como ponte entre o público e músicos, bandas e quem está envolvido com produção cultural na cidade. Adorei o blog e pra mim já figura entre as referências mais bacanas que falam sobre cultura pop e rock no Pará. Parabéns! Muito obrigada você, todos os colaboradores do blog e fica um beijo enorme cheio de saudade para todos que gostam da banda aí em Belém. Estamos voltando!


Edição e apresentação @Nicobates
Entrevista à @idijanara
Foto da Sammliz: Ed Guerreiro


NA WEB:
http://www.madamesaatan.com/


GALERIA PRO ROCK:





Madame Saatan no show "Elas" no Teatro da Estação Gasômetro - 2003
Foto: @Nicobates












Sammliz e Carlos Bremgartner (Norman Bates) no Teatro Gasômetro, no Show Invasores, 2004. Foto: Renato Reis













Sammliz e Marisa Brito (A Euterpia) no show Elas, 2003
Foto: @Nicobates
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