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23 de setembro de 2011

"Rajada" lança souvenir retrô

Nesta sexta, 23 de setembro, Turbo e Sincera lançam um split em fita K7 no Studio Pub na estréia do selo Rajada Records, a partir das 22h. A iniciativa supreende: lançar fitas K7 em pleno século XXI. Em um mercado voltado para o mundo digital, em que até as mídias CD e DVD já sofrem o desgaste provocado pelo formato mp3.

Em anos em que se fala até da substituição desse novo formato digital por streaming, mera transmissão direto da Internet sem download, a abordagem retro chama a atenção nesse lançamento da Rajada Records, novo selo paraense.

Camillo Royale e João Lemos explicam a ousadia, apontando o produto como um souvenir. “Vendemos a fita k7 dentro de um kit que contém outros elementos que compõe um material de divulgação tanto do selo quanto das bandas envolvidas, que vão de adesivos a bottons e ímãs de geladeira”, esclarece Camillo.

A iniciativa tem em si uma ação de marketing e de empreendedorismo bem entendida pelos seus promotores. “Hoje é preciso agregar valor à música e aos lançamentos da sua banda, rodeá-la de bons motivos para diferenciá-la no mercado, além de fora do Brasil lançar em vinil e k7 é muito comum, além do charme da coisa toda”, continua Royale.

Até o final do ano, o Rajada deve lançar ainda um compacto de vinil em formato de 7 polegadas da banda Turbo, como o nome “Gostas do Delírio, Baby?”. O disco terá uma música nova (“Dromomania”) no lado A e um cover de “A Lira” da banda paraense Stereoscope no lado B. Produzido e gravado por Ulysses Moreira no estúdio Mamute Mix(PA), mixado por Gustavo Vazquez no estúdio Rocklab (GO), o compacto foi masterizado nada mais nada menos que por Sean Magee no lendário estúdio Abbey Road.

SERVIÇO:

Rajada on the tape vol.1

23/09/11 - Studio Pub - 22h

Ingresso antecipado R$ 10

Ingresso no dia R$ 15

Após a meia noite R$ 20

Kit R$ 20

Contatos: @rajadarecords e camilloroyale@gmail.com

Veja também o vídeo da entrevista com Camillo Royale para o site Invisíveis.com.
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22 de junho de 2011

O amor e a arte da destruição

Empreendedores e articulados, eles produzem os próprios festivais, festas, turnês, videoclipes e gravam seus próprios discos. De Capanema para o mundo, através da rede de computadores, estamos falando d’Os Destruidores de Tóquio. “A gente pratica o esquema faça você mesmo, de vez quando somando a ajudinha dos amigos”, diz Alex Lima, baixista e vocalista do grupo, que estará na próxima sexta-feira no projeto Fins de Tarde, da Livraria Saraiva, e, sábado, no projeto Ensaio Aberto do selo Na Music e Associação Pro Rock.

Com pouco dinheiro, irreverência e muita criatividade, o grupo já produziu nove videoclipes e sete discos, todos, exceto o último álbum (O Avesso do Avesso, Na Music, 2010), produzidos de forma caseira. A banda também já fez uma turnê pelo interior de São Paulo e tocou em estados como Tocantins e Rio de Janeiro, além de ter produzido cerca de 15 festivais em Capanema e pelo interior com do estado como os “Rock no Balde” e “Invasão Caipira”.

Eles começaram a chamar a atenção em 2004, quando um amigo apresentou um dos primeiros discos ao produtor Nicolau Amador, guitarrista da banda Norman Bates. “Fiz o primeiro show deles em Belém em 2004. Chamou a atenção que apesar dos discos serem muito mal gravados havia um impulso criativo muito forte ali. Tentei produzir um disco deles depois, mas eles também são muito inflexíveis em relação a esse impulso criativo, o que os impede a meu ver de ter maior visibilidade”, diz o produtor.

Mas foi justamente essa impulsividade de auto-afirmação que expôs a banda em um episodio marcante para a rede de bloggeiros e produtores de rock no Pará. Ano passado, quando foram convidados para um festival, os músicos, pelo fato de não receberem cachê, pediram para tocar em uma posição privilegiada da programação. Na resposta dos produtores havia uma brincadeira desdenhosa dizendo que eles deveriam se contentar em tocar na abertura da programação. Na mesma seqüência de mensagens, o coletivo que produzia o evento “desconvidava” o grupo.

Logo os @destruidores começaram a disparar tweets para os principais produtores de música independente do estado e do país, denunciando a arbitrariedade do coletivo. A repercussão fez os organizadores voltarem atrás da decisão e negociar uma posição melhor para o grupo.

Tanta produção e articulação, porém, nunca fez o grupo pensar em virar um coletivo ou se associar a qualquer um deles. Ao contrário eles transitam com uma boa imagem hoje em todos os seguimentos da música independente local. O motivo é simples, segundo Nazo Glins. “A gente nunca quis ser um coletivo porque assim a gente dá mais visibilidade pro nome da banda”, comentou ele, em entrevista ao blog da Pro Rock.

Assim, com coragem e criatividade, os DDT estréiam no próximo sábado o décimo videoclipe. Nazo, produtor, diretor e editor de todos os clipes da banda, começou a mexer com vídeo em 2006 e aprendeu fazendo. “Comprei um editor de imagens, o software Vegas, e baixei os tutoriais da internet. Meus primeiros vídeos eram só com fotos e câmeras de celular. Eu não sabia mexer muito, nem sabia renderizar os vídeos”, conta.
“Love”, uma das poucas músicas em inglês da banda, fala de um amor puro e honesto que o faz “sentir que está andando nas nuvens”, bem ao contrário do humor negro de “Hipocondria” e outras músicas do grupo. “Na verdade é uma bobagem romântica que eu escrevi quando tinha 16 anos. Tem alguns erros, mas decidi deixar assim mesmo”, diz Nazo, que também se diz influenciado pela música romântica cafona. Não o tecnobrega, mas o brega romântico dos anos 80.

As influências kitsh se misturam com a cultura pop mais sofisticada. “Love” tem a edição de telas divididas como nos filmes de Brian de Palma. “Meu primeiro contato com ele foi com o filme ‘Dublê de Corpo’. Eu pirei. Era bem garoto quando vi o filme, e isso influenciou muito na minha maneira de fazer arte”, conta o diretor.

Na sexta-feira, O DDT se apresenta em um pocket show acústico produzido pelo Coletivo Megafônica na Livraria Saraiva (Shopping Doca Boulevard, 2º piso). No sábado, às 16h se apresentam na loja Ná Figueredo com a banda Sincera. Desde as 15h, haverá apresentações de videoclipes inclusive a estréia de Love. O Ensaio Aberto é uma parceria com a Pro Rock.


Serviço:
Destruidores de Tóquio – Acústico
Sexta-feira, 24 - às 18h na sala Benedito Nunes da Livraria Saraiva (Shopping Boulevard)
Sábado, 25 - Ensaio Aberto com Destruidores de Tóquio e Sincera

Saiba um pouco mais sobre os DDT
no video produzido pelo blog Musicaparaense.ORG:

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10 de maio de 2011

Dead Fish promove "sauna" no Açaí Biruta

A banda capixaba Dead Fish fez show em Belém no último dia 07 de maio no Açaí Biruta, para um imenso público de obstinados rockers. Definitivamente foi um show para ouvir a música e dançar como um louco, como diz a letra de “Autonomia”, do recente álbum Contra Todos.

Os recentes “gritos” do Dead Fish foram muito bem degustados pelos fãs, que compareceram em peso (calculamos quase 2 mil pessoas no local) no show cantando todas as novas músicas. Isso além de terem estremecido a estrutura do local cantando os sucessos Zero e Um, Sonho Médio, Bem-Vindo ao Clube, Urgência e Tão Iguais.

Antes do show os integrantes foram, às 16 horas, ao Balanço do Rock, onde muitos fãs tiveram mais fácil acesso a fotos e depoimentos da banda. Após o programa de rádio da Cultura FM, o Dead Fish foi fazer a passagem de som no Açaí Biruta e presenteou os fãs que chegaram mais cedo para o show ao circular pelo local e conversar tranquilamente com seus admiradores.

Foi incrível sentir que a energia do Dead Fish se mantém inalterada após a triste saída do baterista Leandro Nô, comunicada com muito pesar através do fotolog oficial da banda pelo vocalista Rodrigo, logo após o lançamento do novo Contra Todos (DeckDisc).

Nessa turnê de divulgação, a banda segue com o baterista Marcão e um único guitarrista, Philippe. Nada que amorteça o vigor da boa representação hardcore que a banda propaga Brasil afora. Nem o eventual problema do equipamento de som, na metade do show, desanimou a banda, que fez uma apresentação incrível. “A gente faz sauna toda semana”, ironizou o vocalista Rodrigo em entrevista ao Pará Underground, da Pro Rock.

Além da boa divulgação do evento, a produtora Abunai acertou na escolha das bandas de abertura, as paraenses Sincera e Escárnio. O início dos trabalhos coube ao Escárnio, que mostrou seu hardcore de dois vocalistas, que mais pareciam uma dupla de repentistas raivosos. O baterista da banda Derci Gonçalves substituiu o baterista original Digão, que estava com a perna quebrada.

Logo em seguida foi a vez da Sincera, que também fez com que os rockers suassem e permanecessem na atmosfera do Açaí Biruta para a banda principal, encerrando com um clássico sucesso da banda cubana Buena Vista Social Club.

Desde 2004 a Abunai Produções vem investindo bastante na proposta de levantar o cenário rock de Belém. Já trouxe Switch Stance(CE), Gramofocas (DF) e Mukeka di Rato (ES); além de já ter trazido o Dead Fish a Belém outra vez. A próxima atração a ser trazida a Belém pela Abunai é a banda paulista Garage Fuzz, em agosto.

Por Beatriz Brito (@Beatriz_Brito_) e @Nicobates
Fotos Mario Guerrero (@mguerrero108)


GALERIA PRO ROCK






Dead Fish provocou um grande alvoroço, lotando o Açaí Biruta no último final de semana
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26 de abril de 2011

Dead Fish toca em Belém pela terceira vez

A banda capixaba Dead Fish, uma das mais importantes do estilo hardcore melódico do Brasil, toca em Belém pela terceira vez no próximo dia 7 de maio (sábado). A programação faz parte do aniversário da Davu-K, distribuidora do rocker Sandro-K (ex-Baby Loyds). A abertura fica por conta das bandas paraenses Sincera e Escárnio, com participação de Maurílio Fernandes, da banda cearense Switch Stance.

O Dead Fish lançou seu primeiro CD em 1996, intitulado “Sirva-se”. O “CD do prato”, como ficou conhecido chamava a atenção não somente por apresentar letras em português, mas por começar a dar uma cara ao melódico feito no Brasil. Ou seja, os caras foram precursores de algumas coisitas que vieram depois.

Vinte anos depois, o Dead Fish não só inaugurou o hardcore cantado em português, mas se tornou o principal representante do país no estilo mais rápido do Rock’n’Roll. Em 2004 com o CD “Zero e Um” cruzaram a difícil fronteira entre o independente e a grande mídia. “Marcou nossa entrada na Deckdisc que foi um marco de mudança na administração interna da banda. Musicalmente fez uma diferença também”, explica o vocalista Rodrigo Lima.

Mas a Dead Fish nunca esqueceu as raízes do underground. Tanto que a banda volta para tocar em Belém no esquema do independente, com produção da Davu-K. “É legal tocar aí. A cidade é bonitona e as pessoas são mais calmas e simpáticas do que em outros lugares. Conheço pouco ou quase nada de hardocore de Belém, só as coisas que a Abunai lança”, continua Rodrigo.

Em 2009, lançaram “Contra Todos”, o sexto disco de estúdio. Nele o Dead Fish se apresenta em sua melhor forma. Com a saída de Hóspede, se tornaram um quarteto. Phellippe Fargnoli consegue tirar de letra o trabalho feito antes por duas guitarras. Alyand, no contrabaixo, e Marcão, bateria, dão forma a uma das cozinhas mais potente do hardcore brasileiro. Por último, Rodrigo Lima, nos vocais, segue verbalizando, como nunca, a avalanche sonora. Ouvir “Contra Todos” é como ler um romance.

O prato da capa de 1996 continua de alumínio, mas agora não está mais vazio. Segue cheia de histórias, energias, turnês – inclusive uma na Europa – e respeito de todos que admiram quem faz hardcore de qualidade, seja melódico ou agressivo. Música para entreter, divertir e, acima de tudo, desabafar. E assim que, há vinte anos, o Dead Fish segue colocando em prática esse máxima. Ensinado como sobreviver no cenário independente sem abrir mão de suas escolhas.


Por Sidney Filho, com colaboração e edição de @Nicobates

Originalmente publicada no blog Rock Pará


Serviço:
Aniversário de 15 anos da Davu-k Distribuidora com DEAD FISH (ES) e abertura de Sincera e Escárnio, além da participação de Maurílio Fernandes (Switch Stance).

Local: Açai Biruta (Rua Siqueira Mendes, Próximo a Igreja da Sé, às margens da Baía do Guajará)
Hora: A partir das 18:00 hs
Data: 07/05/2011 (sábado)
Ingressos: R$ 20 (preço único antecipado)

Pontos de venda:
Loja ForFun – Trav. São Pedro, 656 – Batista Campos, fone: (91)-3223-0042 (atrás do Shopping Pátio Belém).

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